Curvo-me respeitosamente perante a memória do antifascista, do resistente e do tarrafalista. A componente de dirigente partidário até se esquece nestas alturas.
"...Sérgio Vilarigues, um dos mais destacados dirigentes comunistas, morreu esta quinta-feira, aos 92 anos, informa o site do Partido Comunista.
Sérgio de Matos Vilarigues aderiu à Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas em 1932 e ao Partido Comunista Português em 1935. Preso em 1934 passou pelas prisões de Peniche e Angra do Heroísmo antes de ser transferido em 1936 para o Campo de Concentração de Tarrafal donde saiu em 1940.
Participante destacado na reorganização de 1940/41, Sérgio Vilarigues passou à clandestinidade em 1942 onde se manteve ininterruptamente até Abril de 1974.
Eleito para o Comité Central no III Congresso em 1943, foi responsável, entre outras tarefas, pela Organização Regional do Algarve, do Sul do Tejo, do Norte, das Beiras e de Lisboa. Foi responsável directo da imprensa do Partido, em largos períodos entre 1947 e 1972, perfazendo um total de 16 anos.
Membro do Secretariado do Comité Central do PCP desde 1947 foi desde o V Congresso sucessivamente reeleito para o Comité Central do PCP, para a Comissão Política e o Secretariado, tendo deixado de pertencer a estes organismos executivos em 1988, quando passou a integrar a Comissão Central de Controlo e Quadros.
Sérgio Vilarigues assumiu importantes responsabilidades ao nível dos organismos executivos do Comité Central. Foi responsável pelas relações internacionais do PCP tendo desempenhado tarefas de grande importância e significado histórico de que é exemplo a sua presença na proclamação da independência de Angola em 11 de Novembro de 1975.
Na sua condição de resistente antifascista e tarrafalista participou recentemente, a convite do governo de Cabo Verde, nas comemorações que assinalaram os 70 anos da abertura do Campo do Tarrafal.
Desconhece-se ainda a data e local do funeral...".
(in Diário Digital)
Publicado por Killer Sentimental em fevereiro 8, 2007 04:02 PM | TrackBack