janeiro 22, 2007

LISBOA SOB NÉVOA

Na névoa, a cidade, ébria
oscila, tomba.
Informes, as casas
perdem o lugar e o dia.

Cravadas no nada,
as paredes são menires,
pedras antigas vagas
sem princípio, sem fim.

(Fiama Hasse Pais Brandão)

Publicado por Killer Sentimental em janeiro 22, 2007 12:08 PM | TrackBack
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