fevereiro 27, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-246

ZECA 02-JÁ O TEMPO SE HABITUA

Já o tempo
Se habitua
A estar alerta

Não há luz
Que não resista
À noite cega

Já a rosa
Perde o cheiro
E a cor vermelha

Cai a flor
Da laranjeira
À cova incerta

Àgua mole
Àgua bendita
Fresca serra

Lava a língua
Lava a lama
Lava a guerra

Já o tempo
Se acostuma
À cova funda

Já tem cama
E sepultura
Toda a terra

Nem o voo
Do milhano
Ao vento leste

Nem a rota
Da gaivota
Ao vento norte

Nem toda
A força do pano
Todo o ano

Quebra a proa
Do mais forte
Nem a morte

Já o mundo
Se não lembra
De cantigas

Tanta areia
Suja tanta
Erva daninha

A nenhuma
Porta aberta
Chega a lua

Cai a flor
Da laranjeira
À cova incerta

Nem o voo
Do milhano
Ao vento leste

Nem a rota
da gaivota
ao vento norte

Nem toda
a força do pano
todo o ano

Quebra a proa
do mais forte
nem a morte

Entre as vilas
E as muralhas
Da moirama

Sobre a espiga
E sobre a palha
Que derrama

Sobre as ondas
Sobre a praia
Já o tempo

Perde a fala
E perde o riso
Perde o amor

(José Afonso)

Publicado por Killer Sentimental em 01:51 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 26, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-245

Sugestão de leitura, sugestão de música.

Publicado por Killer Sentimental em 04:08 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-244

Dar voz a quem não tem voz, a quem merece ser feliz. Sem balas, sem as miseráveis balas:

Basta Ya

Publicado por Killer Sentimental em 03:58 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-243

ZECA 01-CHAMARAM-ME CIGANO

Chamaram-me um dia
Cigano e maltês
Menino, não és boa rez
Abri uma cova
Na terra mais funda
Fiz dela
A minha sepultura

Entrei numa gruta
Matei um tritão
Mas tive
O diabo na mão

Havia um comboio
Já pronto a largar
E vi
O diabo a tentar
Pedi-lhe um cruzado
Fiquei logo ali
Num leito
De penas dormi

Puseram-me a ferros
Soltaram o cão
Mas tive
o diabo na mão

Voltei da charola
de cilha e arnês
Amigo, vem cá
Outra vez
Subi uma escada
Ganhei dinheirama
Senhor D. Fulano Marquês

Perdi na roleta
Ganhei ao gamão
Mas tive
O diabo na mão

Ao dar uma volta
Caí no lancil
E veio
O diabo a ganir
Nadavam piranhas
Na lagoa escura
Tamanhas
Que nunca tal vi

Limpei a viseira
Peguei no arpão
Mas tive
O diabo na mão

(José Afonso)

Publicado por Killer Sentimental em 03:44 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-242

No meio do silêncio, em Coimbra, rebenta um fabuloso petardo, "lançado" por um cidadão brasileiro. Em Coimbra, em todo o Mundo onde se respira "a verde e branco", o levezinho é, cada vez mais, a alegria do meu (nosso) povo !

(Adenda-Fixem este nome: Roberto Brum. Custódio, por exemplo, "fica-lhe a léguas")

Publicado por Killer Sentimental em 12:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 25, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-241

«...EXMO. SR. DUQUE DE CADAVAL:

SE MEU NASCIMENTO, EMBORA HUMILDE, MAS TÃO DIGNO E HONRADO COMO O DA MAIS ALTA NOBREZA, ME COLOCA EM CIRCUNSTÂNCIA DE V. EXCIA.ME TRATAR POR TU, CAGUEI PARA MIM QUE NADA VALHO.
SE O ALTO CARGO QUE EXERÇO, DE CORREGEDOR DA JUSTIÇA DO REINO EM SANTARéM, PERMITE A V. EXCIA., CORREGEDOR MOR DA JUSTIÇA DO REINO, TRATAR-ME ACINTOSAMENTE POR TU, CAGUEI PARA O CARGO.
MAS, SE NEM UMA NEM OUTRA COISA CONSENTEM SEMELHANTE LINGUAGEM, PEÇO A V. EXCIA.QUE·ME INFORME COM BREVIDADE SOBRE ESTAS PARTICULARIDADES, POIS QUERO SABER AO CERTO SE DEVO OU NãO CAGAR PARA V. EXCIA.

SANTARÉM, 22 DE OUTUBRO DE 1795.

PINA MANIQUE-CORREGEDOR DE SANTARÉM...»

Publicado por Killer Sentimental em 07:23 PM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 24, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-240

O Mestre pelo Boss

O norte-americano Bruce Springsteen encontra-se a trabalhar num álbum de versões de Pete Seeger. O repertório escolhido pelo boss pretende homenagear o ícone da folk.
No registo intitulado «The Seeger Sessions» constam temas clássicos como «If I Had a Hammer» e «Where Have All the Flowers Gone?».
O trabalho tem edição prevista para Maio e contem colaborações de Patti Scialfa, Soozie Tyrell e outros músicos ligados ao movimento folk.

(in Diário Digital)

Publicado por Killer Sentimental em 11:08 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-239

Si tienes mucho, da mucho; si tienes poco, da poco; pero da siempre.

(Biblia, Libro de Tobías)


Publicado por Killer Sentimental em 07:33 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-238

Carta de Intenções do Movimento de Intervenção e Cidadania

1. O Movimento Intervenção e Cidadania ( MIC ) é um movimento cívico que tem a sua génese na candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, mas não se reclama dos votos por ele obtidos. Constitui-se para continuar a defender o conjunto de causas e valores propostos no seu Contrato Presidencial e outros que possam vir a emergir.

2. O MIC tem como objectivos contribuir, através da intervenção cívica, para o aprofundamento da democracia participativa inscrita no artigo 2º da Constituição da República, para a renovação geral da nossa vida democrática e para o cumprimento das metas morais e sociais da Constituição.

3. O MIC é um movimento independente, transversal e aberto a filiados ou não filiados em qualquer partido político.

4. O MIC não tem intuito de se constituir em partido político. É um espaço de cidadania do qual poderão beneficiar as instituições democráticas e os próprios partidos políticos.

5. O MIC promoverá debates sobre temas relevantes tanto de âmbito local como geral e dinamizará a realização de petições, acções populares e iniciativas legislativas de cidadãos, com vista à concretização dos seus objectivos.

6. O MIC propõe-se projectar as suas actividades e iniciativas no espaço público da cidadania, incluindo os meios de comunicação social e as novas tecnologias de informação.

7. O MIC aceita a adesão individual e voluntária de cidadãos e cidadãs que concordem com estes objectivos e valores, através da inclusão em lista nacional de participantes publicamente disponibilizada e regularmente actualizada.

8. As pessoas que participam no MIC não estão sujeitas a qualquer disciplina de grupo.

9. O MIC organiza-se em rede, de forma não hierárquica, através de núcleos de cidadãos e cidadãs que voluntariamente se queiram constituir como tal para participar e promover iniciativas que se enquadrem nos objectivos do MIC .

10. As actividades de coordenação do MIC são desenvolvidas por uma Comissão Coordenadora Provisória.

(Aprovado em Coimbra em 18.02.06)

Publicado por Killer Sentimental em 05:53 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 23, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-237

São dezanove anos de saudade, nestes tempos em que ainda não deram o poder à malta.

«...Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é o que fica. Quando as pessoas param há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os alibis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta...José Afonso...»

Publicado por Killer Sentimental em 02:46 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-236

Há momentos, ainda que raros, em que sinto orgulho na Justiça do meu País !

Publicado por Killer Sentimental em 02:37 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 22, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-235

Teremos que alterar os dias de férias já marcados ?

Publicado por Killer Sentimental em 11:33 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 21, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-234

O desafio foi paupérrimo. Ganhou quem rematou à baliza. O meu único contentamento reside no facto de alguns amigos terem ficado contentes. Isso basta-me.

Publicado por Killer Sentimental em 09:51 PM | Comentários (1) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-233

FUERZA, CAMPEÓN !

Publicado por Killer Sentimental em 02:58 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-232

Em Nairobi, Quénia, depois de um criterioso processo de recrutamento com entrevistas, testes e dinâmicas de grupo, uma grande empresa contratou um grupo de canibais para fazerem parte da sua equipa.
- Agora fazem parte de uma grande equipa - disse o Director de R.H. durante a cerimónia de boas vindas. - Vocês vão desfrutar de todos os benefícios da empresa. Por exemplo, podem ir à cantina da empresa quando quiserem para comer alguma coisa. Só peço que não comam os outros empregados, por favor!
Quatro semanas mais tarde, o chefe chamou-os:
- Vocês estão a trabalhar bastante e eu estou satisfeito. Mas a mulher que serve o café desapareceu. Algum de vocês sabe o que pode ter acontecido?
Todos os canibais negaram com a cabeça. Depois do chefe ir embora, o líder canibal pergunta-lhes:
- Quem foi o idiota que comeu a mulher que servia o café?
Um deles, timidamente, ergueu a mão.
O líder respondeu:
- Mas tu és mesmo uma besta! Nós estamos aqui, com esta tremenda oportunidade nas mãos. Já comemos 3 directores, 2 subdirectores, 5 assessores, 2 coordenadores, e uns 3 administradores, durante estas 4 semanas, sem ninguém perceber nada. E poderíamos continuar ainda por um bom tempo. Mas não... Tu tinhas de estragar tudo e comer uma pessoa que faz falta!"

E OS MEUS AMIGOS, ACHAM QUE FAZEM FALTA NAS VOSSAS EMPRESAS ?

Publicado por Killer Sentimental em 02:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 20, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-231

O jantar, como tantos outros, simples. E, dentro do possível, saudável (leia-se anti-colestrol). Mas o tinto, particular, de Alenquer, aqueceu-nos os corpos e as almas. E soltaram-se as palavras. Sentidas, embora algo embrulhadas. São as mais sentidas, as que se embrulham, no turbilhão dos sentimentos mais fortes. Companheiro. Companheira.

Publicado por Killer Sentimental em 10:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-230

Que infeliz coincidência, o Manuel é apenas um detalhe.

Publicado por Killer Sentimental em 10:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-229

Eu Sou Português Aqui

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

(José Fanha)

Publicado por Killer Sentimental em 10:01 PM | Comentários (1) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-228

Cautela, muita cautela. Primeiro um western, agora a coboiada da política nacional. O lobby deles volta a atacar.

Publicado por Killer Sentimental em 04:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-227

A D. Maria Cavaca, organista numa igreja, tem 80 anos e é solteira. Era admirada por todos pela sua simpatia e doçura. Uma tarde, convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo. Quando a D. Maria Cavaca voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu a tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração em cima do órgão.
E responde ela apontando para a jarra: "Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei este pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as
doenças.

E sabe uma coisa? Este Inverno ainda não me constipei".

Publicado por Killer Sentimental em 04:03 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-226

Tantas e tantas horas em directo e nunca tive o prazer de, uma vez mais, ouvir esta "pérola":

Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with caleidoscope eyes
Cellophane flowers of yellow and green
Towering over your head
Look for the girl with the sun in her eyes and she's gone

Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds, ahhhhh

Follow her down to a bridge by the fountain
Where rocking horse people eat marshmallow pies
Everyone smiles as you drift past the flowers
That grow so incredibly high
Newspaper taxis appear on the shore
Waiting to take you away
Climb in the back with your head in the clouds and you're gone

Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds, ahhhhh

Picture yourself on a train in a station
With plasticine porters with looking glass ties
Suddenly someone is there at the turnstile
The girl with caleidoscope eyes

Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds
Lucy in the sky with diamonds, ahhhhh

Publicado por Killer Sentimental em 01:49 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 17, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-225

Hoje, dei com o muito bom e o muito mau na blogosfera. Como na vida, aliás, os extremos tocam-se.

O muito bom - Bom regresso Ana. Um blogue de Ana Anes

O muito mau - a falta de respeito, para não utilizar grosserias, pelos sábios (Fumaças), Nuno. E, muito te agradeço, a deslinkagem aqui para o Sintra Gare.

Publicado por Killer Sentimental em 09:21 PM | Comentários (3) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-224

Seca extrema ? Não parece nada.

Publicado por Killer Sentimental em 02:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-223

Um homem passeia tranquilamente por um parque em Nova York quando de repente vê um cachorro raivoso a ponto de atacar a uma
aterrorizada menininha de 7 anos. Os curiosos olham de longe, mas, mortos de medo, não fazem nada. O homem não titubeia e se lança sobre o cachorro, toma-lhe a garganta e o mata.
Um policial que viu o ocorrido se aproxima, maravilhado, dizendo-lhe:
- Senhor, vossa senhoria é um herói. Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais: "Um valente Nova Yorkino
salva a vida de uma menininha."
O homem responde:
- Obrigado, mas eu não sou de Nova York.
- Bom - diz o policial - Então dirão: "Um valente americano salva a vida de uma menininha."
- Mas é que eu não sou americano - insiste o homem.
- Bom, isso é o de menos... E de onde você é?
- Sou árabe - responde o valente.

No dia seguinte os jornais publicam:

"Terrorista árabe massacra de maneira selvagem um cachorro americano de pura raça, em plena luz do dia e em frente de uma menininha de 7 anos que chorava aterrorizada."

Publicado por Killer Sentimental em 02:02 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 16, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-222

Carguen, apunten, fuego

Cuando no queda nada ya mejor que la lluvia
y entrar en cualquier bar y pedir un Martini
y volver a largarse sin haberlo pagado
y odiar a las parejas que salen de los cines.
Las siete de la tarde, quisiera estar borracho,
hace ya dos semanas que Lucia no me escribe,
no para de llover, camarero otra copa
con alcohol se hace menos mono son a la mili
el capitán nos habla del amor a la patria,
el sargento del orden y de la disciplina
los soldados dormitan, cuentan los días que faltan
o se llenan la panza de vino en la cantina.
Sus madres les envían paquetes con chorizo,
salchichones, embutidos...
Sus novias largas cartas, corazones pintados,
dibujados, dibujados...
la ciudad cuando salen les es hostil y extraña
y las chachas no quieren ya nada con soldados.
Queda el pobre consuelo de andar de cuando en cuando
a aumentar la clientela de una casa de putas
y pasar media hora de amor apresurado
a esa gorda que hace rebaja a los reclutas
y el lunes otra vez, como no mi teniente
tiene mucha razón, si claro, desde luego,
cuerpo a tierra, saluden, media vuelta, de frente,
firmes, alto, descansen, carguen, apunten, fuego.

(Joaquín Sabina)

Publicado por Killer Sentimental em 01:24 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 15, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-221

A não perder pelos fanáticos da country. Eu, por exemplo.

Publicado por Killer Sentimental em 10:04 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-220

Chegou-me agora a confirmação. Com efeito, D. Diogo o Agachado e o embaixador iraniano estiveram a delinear os últimos retoques do argumento da próxima peça do nosso ministro. Lá para Outubro, em princípio no Teatro Nacional, a estreia de "Khomeini, o último pacifista". A sala estará decorada com cravos vermelhos, o bar com galos de Barcelos e, nos intervalos, alternadamente, um sorteio entre os presentes. Um tapete ou um gato. Ambos, calculem, persas.

Publicado por Killer Sentimental em 09:52 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-219

Uma pequena conversa, tudo esclarecido, motivos mais que compreendidos.

Se o Fumaças será sempre uma grande referência como blogue, o João continuará a constituir uma enorme referência como Homem.

E, desculpem, o SINTRA GARE vai continuar.

Publicado por Killer Sentimental em 09:35 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 14, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-218

Se um amigo, o grande impulsionador desta casa feita blogue, abandona o barco, terei que repensar toda a "estratégia".

E agora, João ? E agora, Pedro ?
______________________________________________________________
Adenda: O Sintra Gare está suspenso por tempo indeterminado.

Publicado por Killer Sentimental em 09:41 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-217

Música de intervenção em 2006 ? Acho que sim. Mas teremos, de alguma forma, de passar POR AQUI.

Publicado por Killer Sentimental em 09:37 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-216

Especialmente para a vertente masculina, neste Dia dos Namorados, um excelente presente. Para o que pensa e o que sente. A GENTE CERTA.

Publicado por Killer Sentimental em 09:29 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-215

NAMORO

Mandei-lhe uma carta
em papel perfumado
e com letra bonita
dizia ela tinha
um sorriso luminoso
tão triste e gaiato
como o sol de Novembro
brincando de artista
nas acácias floridas
na fímbria do mar

Sua pele macia
era suma-uma
sua pele macias
cheirando a rosas
seus seios laranja
laranja do Loge
eu mandei-lhe essa carta
e ela disse que não

Mandei-lhe um cartão
que o amigo maninho tipografou
'por ti sofre o meu coração'
num canto 'sim'
noutro canto 'não'
e ela o canto do 'não'
dobrou

Mandei-lhe um recado
pela Zefa do sete
pedindo e rogando
de joelhos no chão
pela Sra do Cabo,
pela Sta Efigénia
me desse a ventura
do seu namoro
e ela disse que não

Mandei à Vó Xica,
quimbanda de fama
a areia da marca
que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço
bem forte e seguro
e dele nascesse
um amor como o meu
e o feitiço falhou

Andei barbado,
sujo e descalço
como um monangamba
procuraram por mim
não viu ai não viu ai
não viu Benjamim
e perdido me deram
no morro da Samba

Para me distrair
levaram-me ao baile
do Sr. Januário,
mas ela lá estava
num canto a rir,
contando o meu caso
às moças mais lindas
do bairro operário

Tocaram a rumba
e dancei com ela
e num passo maluco
voamos na sala
qual uma estrela
riscando o céu
e a malta gritou
'Aí Benjamim'

Olhei-a nos olhos
sorriu para mim
pedi-lhe um beijo
lá lá lá lá lá
lá lá lá lá lá

E ela disse que sim

(Viriato da Cruz)

Publicado por Killer Sentimental em 11:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 13, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-214

"...dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso..."

(Agostinho da Silva)

Publicado por Killer Sentimental em 09:23 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-213

Monólogo de Um Cidadão Frustrado

Penso em voz alta
Até que ouço a mesma voz
Não fale comigo nesse tom
Quero lá saber
Eu quero é ganhar
Até que possa viver só
Sem ter que dar satisfações

Recordo o tempo
Em que a própria noite
Era o Pai Natal
Com o seu saco de prendas

Mais uma vez sonhei com uma mulher
Que me abria as portas
Do Palácio de César

Salta, manhã
São horas de andar
Café, depressa
De novo atrasado
Calma, está quase
Lá vem o patrão
Porra, já está
Aguentei outro dia

Mais um sorriso
Este tem que valer por dois
Em vez do grito que não dei
Faço o meu preço
Faço o leilão
Qualquer um pode concorrer
Mas ninguém será reembolsado, não

Dou uma vista de olhos no jornal
Dez mil contos por uma mansão
Com piscina
Vejo o relógio
Engolir o dia
E os preços a subir de novo
Em Novembro

Salta, manhã
São horas de andar
Café, depressa
De novo atrasado
Calma, está quase
Lá vem o patrão
Porra, já está
Aguentei outro dia

Anoiteceu
Acho que é tempo de pensar
Mas hoje estou tão fatigado
Outro cigarro, outra imperial
Agora já me sinto melhor
Se eu pudesse arranjar o Mundo
Falas em casas debaixo do chão
Para quando as radiações nos ameaçarem

Caio na cama
E fico a cismar
Será mesmo assim
Ou serei eu que estou louco?

Salta, manhã
São horas de andar
Café, depressa
De novo atrasado
Calma, está quase
Lá vem o patrão
Porra, já está
Aguentei outro dia

Porra, já está
Aguentei outro dia

(Jorge Palma)

Publicado por Killer Sentimental em 03:26 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 12, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-212

Estes dois dias de fim de semana foram muito melhores que os cinco dias de trabalho. É sempre assim.

Alguém discorda ? E, em caso afirmativo, quais as razões ?

Publicado por Killer Sentimental em 09:49 PM | Comentários (2) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-211

«Quando não há vinho, bebe-se branco». Hoje, desfez-se o mito. Aquele branco da Abrigada, QUE POMADÃO !

Publicado por Killer Sentimental em 09:45 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 10, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-210

Em breve, rumará ao estrangeiro. Inglaterra, como destino mais provável. E, novamente, breve, presumo. O "final dos dias de glória" do pixote de Sabrosa será no Dragão.

Querem apostar ?

Publicado por Killer Sentimental em 09:35 PM | Comentários (2) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-209

Alguém ouviu ou leu por aí, declarações de Garcia Pereira, pessoa que muito considero e estimo, acerca das "trocas e baldrocas" de D. Freitas, o Agachado ?

Publicado por Killer Sentimental em 09:28 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-208

Serão, admito, de muito mau gosto, algumas coisas de que tanto gosto. E não é menos verdade que considero de muito mau gosto, algumas coisas de que os outros tanto gostam.

Qual é o problema ?

Publicado por Killer Sentimental em 09:24 PM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 09, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-207

Turbulência e eu parado,
na revolta silencioso
e na ironia pasmado.

Mas à tua carícia murmurei apaixonado

Companheira.

(original de 2006/02/09)

Publicado por Killer Sentimental em 11:08 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-206

A professora pergunta ao Joãozinho:

- Joãozinho, do que você mais gosta na vida ?
- De tu, professora!
- Ah! Muito obrigada! E de que mais você gosta?
- De Tota-tola, de tafé e de taipirinha !

Publicado por Killer Sentimental em 11:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-205

SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5.º,maço 7)

“Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em >cinquenta e três mulheres".

“El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

Publicado por Killer Sentimental em 11:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 08, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-204

Pastor

Meu cão:
seus olhos castanhos,
tamanhos
de compreensão.

Meu cão:
seus olhos castanhos,
tamanhos
de mansidão.

Seu nome é Pastor:
seus olhos castanhos,
tamanhos
de amor.
Meu cão...

Publicado por Killer Sentimental em 09:22 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-203

Em Havana, Cuba, vai um garoto pela estrada, cruza-se com Fidel Castro. Este, ao ver que o garoto o ignora, pergunta-lhe:

- Oye niño, sabes tú quién soy yo?
- No señor, no se quién es usted, ni me interesa.

Fidel muito chateado diz-lhe: Como castigo por no conocer al comandante Castro, ahora mismo tienes que decirme 20 palabras que comiencen con la letra "C" para que nunca más en tu vida se te olvide que mi apellido es Castro con la letra "C".

E o miudo diz:

- Compañero Comandante Castro, cómo y cuando, carajo, comeremos carne con cerveza Corona como comen los cabrones comilones del Comité Central Comunista Cubano...?

Fidel ficou de boca aberta, e após um momento disse: Falta una!

E o miudo concluiu: Cabrón!

Publicado por Killer Sentimental em 03:06 PM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 07, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-202

Que se passa ?

Então ISTO não é uma ameaça ?

Publicado por Killer Sentimental em 09:58 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-201

Compreendo muito bem o meu querido amigo artesão no seu post "trinta e um meses na blogoesfera". Mas, mesmo que não leiam o que escrevemos e/ou nem comentem, não é tão bonito libertarmos as nossas palavras para partilha ? E quando se tratam das tuas palavras, meu querido amigo, tão carregadas de sensibilidade e beleza, deverás sentir-te "um senhor" por as colocares à nossa disposição. Ler e/ou comentar o que escreves, já é exclusivamente um problema nosso. Tu cumpriste a tua missão. E bem, muito bem.

FORÇA, OFICINA DAS IDEIAS !

Publicado por Killer Sentimental em 09:47 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-200

D. Dinis, filho de D. Duarte duque de Bragança, pretendente ao trono de Portugal, dirigiu-se ao pai e disse:
- Paizinho, sou gay.
- Não, meu filho - respondeu D. Duarte. Eu é que sou Guei, a mãezinha é gainha e tu és pguincipe.

Publicado por Killer Sentimental em 05:43 PM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-199

Manual para héroes o canallas

Aprender a reírse torvamente,
a mirar de reojo en los bautizos,
a negar el asiento a las señoras,
a orinar dibujando circulitos.

Aprender a fruncir el entrecejo,
a enfadar a las monjas y a los niños,
a poner zancadillas al guardia urbano,
a escupir sin piedad por un colmillo.

Preferir la navaja a la pistola,
el vino peleón al Jerez fino,
el infame pañuelo a la corbata,
una venus de Murcia a la de Milo.

Aprender a cortarse la cabeza,
a vestir negro luto de domingos,
a decir palabrotas en los trenes,
a jugar al parchís con los bandidos.

Apurar los licores del fracaso,
trasladarse a vivir al barrio chino,
propagar mil rumores alarmantes,
aprender a ser malo y fugitivo.

(Joaquín Sabina)

Publicado por Killer Sentimental em 11:31 AM | Comentários (0) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-198

-Onde é que tu estavas? - pergunta a mãe à menininha.
-No quarto, a brincar aos médicos com o Joãozinho. Ele era o médico e eu a doente.
A mãe dá um grito e um salto da cadeira .
- Aos médicos!?!
- Médicos da Caixa, mãe... Ele nem me atendeu! Daaahhh!!!....

Publicado por Killer Sentimental em 11:26 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 06, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-197

Onde isto chega. O João Semana já vem do estrangeiro. TUDO AQUI.

Publicado por Killer Sentimental em 03:27 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 03, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-196

Intervalo. STOP. Joaninha, ainda que medicada, continua com febre.STOP. Vou , é claro, fazer-lhe companhia. STOP. Amanhã já não vou a Alvalade. STOP. O Liedson talvez resolva. STOP. Talvez. STOP. O SINTRA GARE seguirá quando houver disponibilidade. STOP. Obrigado, compañero. STOP.

Publicado por Killer Sentimental em 09:13 PM | Comentários (1) | TrackBack

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-195

O Jacinto vai muito mal a matemática. Os pais já tentaram de tudo:aulas particulares, brinquedos educativos, centros especializados, terapia, etc., mas nada adiantou. Então, ouvem dizer que há uma escola de freiras no bairro que é muito boa e resolvem fazer mais esta tentativa. No primeiro dia, Jacinto volta para casa com cara séria e vai directo para o quarto, sem cumprimentar a mãe. Senta-se na escrivaninha e estuda. Estuda sem parar.
A mãe chama-o para jantar. Ele janta rápido e volta imediatamente aos estudos. A mãe nem acredita!?! E isto, dura algumas semanas. Um dia, Jacinto volta para casa com as notas, que entrega a mãe: 20 a matemática !!!...
A mãe não se contém, e pergunta:
- Filho, conta a mãe o que te fez mudar? Foram as freiras?
Jacinto balança a cabeça negativamente.
- O que foi, então? - insiste a mãe.Foram os livros, a disciplina, a estrutura de ensino, o uniforme, os colegas? O QUE FOI ?!?...
Jacinto olha para a mãe e diz:
- No primeiro dia quando vi aquele sujeito pregado no sinal de "mais", percebi logo que elas não estavam a brincar.

Publicado por Killer Sentimental em 12:10 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 02, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-194

Intervalo. STOP. Joaninha, ainda que medicada, cheia de febre.STOP. Vou fazer-lhe companhia. STOP. O SINTRA GARE seguirá dentro de momentos. STOP.

Publicado por Killer Sentimental em 09:35 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 01, 2006

MOLESKINE(ADAS) À SOLTA-193

A Estrada do Sucesso

Há alguns anos atrás
Deste por ti numa encruzilhada
Sabias que tinhas muito que andar
Só não sabias qual havia de ser a estrada

Querias dar-te a conhecer
Fazendo o que gostavas de fazer
E desse modo, talvez chegasses a enriquecer
E apontaste

À estrada do sucesso
Não é caminho fácil, não
Que eu também por lá andei
Sei o que custa vender
O que nos vem no coração

Bates à porta da companhia
E se acaso lhes agrada a tua melodia
Assinas um contrato e a partir daí
Eles tratam de te entregar à multidão

Pensa bem

Se te dá gozo viver
E ainda és novo
Não te esgotes para nada
Guarda um pouco do teu melhor
E leva-o contigo até ao fim da estrada

O público pode ser cruel
A ponto de um dia veres todo o teu mel
Falsificado, envenenado, transformado em fel
Se te entregares

À estrada do sucesso
Não é caminho fácil, não
Que eu também lá tenho andado
Sei o que custa vender
O que nos vem no coração

Bates à porta da companhia
E, se acaso, lhes agrada a tua melodia
Assinas um contrato e a partir daí
Eles tratam de te entregar à multidão

Vê lá bem

Não sei se o faça, se não
Estive a pensar noutro dia
Se hei-de vender a minha alma
À Companhia

Mas por mais que eles me pagassem
Era sempre eu quem perdia
Eu gosto muito de dinheiro
Mas gosto mais de alegria

(Jorge Palma)

Publicado por Killer Sentimental em 06:39 PM | Comentários (0) | TrackBack