O Killer Sentimental deseja a todos os visitantes, habituais e ocasionais, um feliz e ALEGRE 2006.
Após a leitura e a visualização deste post, só me resta formular os mais sinceros votos de BOAS FESTAS na Europa.
E, já agora, um ALEGRE 2006 para Portugal !
«...Energia: ENI continua com 33,34% da Galp Energia...»
Para melhor, está bem está bem...
O meu perfil enquadra-se perfeitamente nas declarações de Joaquim Miranda:
«...De visita a Portalegre, Alegre fez uma paragem não anunciada no emblemático Café Alentejano. Lá dentro, entre membros do PCP, estava o ex-eurodeputado comunista Joaquim Miranda. Afirmando-se ainda militante, embora com "alguns problemas", Miranda referiu-se ao candidato como "um velho amigo", cuja campanha, disse, tem a particularidade de mobilizar a sociedade civil, "cidadãos que estavam apáticos" e "pessoas desencantadas"...».
Enviado pelo amigo Frederico Benjamim:
«...Dizem que a profissão mais antiga do mundo foi a prostituição. Não posso concordar. Até porque não havia dinheiro quando o mundo começou, e se para o homem bastava dar com uma moca na cabeça da mulher e arrastá-la para a sua caverna, porque carga de água haveria de pagar?
Dizem então que a primeira profissão deve ter sido um dos trabalhos mais básicos, como agricultura ou caça. Embora concorde que tenham sido das primeiras profissões, a primeira não foram, até porque no início não havia ferramentas para agricultura nem armas para caçar.
Sugerem então que tenha sido o ensino. Mas para ensinar é preciso aprender. É a história de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Neste caso, o estudante ou o professor. Ninguém nasce ensinado, logo teria de estudar primeiro. Mas no início não acredito que o homem tenha partido para esta actividade assim de arranque.
Temos de nos colocar na pele desse primeiro homem para perceber. Então, o homem aparece. Um homem, Adão, sozinho, sem saber o que fazer. Qual a sua primeira iniciativa? Obviamente, coça os tomates. Assim sendo, a primeira profissão do mundo foi claramente... funcionário público!...»
«...Era no tempo em que os animais falavam. O Menino Jesus tinha então doze anos e estava um homenzinho...».
Obrigado, Ana Bela !
(in Os Doutores, a Salvação e o Menino Jesus, por Luiz Pacheco, OFICINA DO LIVRO)
Pontével, junto ao Cartaxo, é a terra do grande Marco Chagas e do meu colega Luis e também, mais importante que todos, da D. Aldina, a minha sogra. E, muito provavelmente, do melhor vinho do Mundo. Aquela "pinga" feita de q.b. de sangue, muito suor e algumas lágrimas. Do "purinho", sem "mistelas" comerciais, só para consumo próprio.
À vossa !
O regresso, a concretizar-se, de Marco Caneira, cidadão de Negrais, ao nosso Clube, configura um acto de gestão de activos , de contornos claramente "gay". É que há uns anos atrás, foram-nos ao .. (calculam o queria escrever); esse senhor e o seu empresário. Parece que gostamos. Digo eu, não sei.
(NOTA: Não está em causa o valor do cidadão como jogador de futebol, longe disso. Mas a memória colectiva, quando se trata de futebol, não existe, não existe mesmo.)
Azar e sinais dos tempos, o que aconteceu na verdadeira Sintra Gare. Está TUDO AQUI. Poderás concluir, amigo João, que não deverás mais frequentar restaurantes italianos
Recebido,via e-mail, do meu amigo Manuel Lourenço:
«...Xiiiiiiii!!!!
Tá tudo bem?
Mais parece que está toda a gente com uma enorme ressaca. BEBER MUITA ÁGUA é a solução.A metabolização do álcool é feita no fígado e requer bastante água o que pode, na sua carência, provocar desidratação porque o "íscas" não trabalha sem ela. Quando não lhe é fornecida na corrente sanguínea o sujeitinho vai buscá-la aos miolos que é o sítio mais aguado (não temos de vez em quando a mona em água?). À medida que os miolos estiolam, provocam umas dores do caraças na cuca. Por isso, não trabalhe muito porque a cura do pifo requer repouso; e não esqueça, abusou do álcool? desforre-se agora com água. Mas beba-a; não é para tomar banho!!!...».
Um grande abraço, Manuel !
A ler com atenção ISTO. Por sinal, o meu actual livro de cabeceira, é o primeiro volume das crónicas de Dylan.
Aos visitantes habituais, ocasionais e a toda a comunidade blogueira os meus votos para que este Natal constitua A GRANDE FESTA DA PARTILHA E DOS AFECTOS.
CARTA PARA O PAI NATAL
Olá Pai Natal
É a primeira vez que escrevo para ti
Venho de Lisboa e o pessoal chama-me AC
Desculpa o atrevimento mas tenho alguns pedidos
Espero que não fiquem nalguma prateleira esquecidos
Como nunca te pedi nada
Peço tudo duma vez e fica a conversa despachada
Talvez aches os pedidos meio extravagantes
Queria que pusesses juízo na cabeça destes governantes
Tira-lhes as armas e a vontade da guerra
É que se não acabamos a pedir-te uma nova Terra
Ao sem-abrigo indigente , dá-lhe uma vida decente
E arranja-lhe trabalho em vez de mais uma sopa quente
E ao pobre coitado , e ao desempregado
Arranja-lhe um emprego em que ele não seja explorado
E ao soldado , manda-o de volta para junto da mulher
Acredita que é isso que ele quer
Vai ver África de perto, não vejas pelos jornais
Dá de comer ás crianças ergue escolas e hospitais
Cura as doenças e distribui vacinas
Dá carrinhos aos meninos e bonecas ás meninas
E dá-lhes paz e da alegria
Ao idoso sozinho em casa , arranja-lhe companhia
Já sei que só ofereces aos meninos bem comportados
Mas alguns portam-se mal e dás condomínios fechados
Jactos privados, carros topo de gama importados
Grandes ordenados, apagas pecados a culpados
Desculpa o pouco entusiasmo, não me leves a mal
Não percebo como é que isto se tornou um feriado comercial
Parece que é desculpa para um ano de costas voltadas
E a única coisa que interessa é se as prendas estão compradas
E quando passa o Natal, dás á sola?
Há quem diga que tu não existes, quem te inventou foi a Coca-Cola
Não te preocupes, que eu não digo a ninguém
Se és Pai Natal é porque és pai de alguém
Para mim Natal é a qualquer hora, basta querer
Gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer
E já agora para acabar , sem querer abusar
Dá-nos Paz e Amor e nem é preciso embrulhar
Muita Felicidade , saúde acima de tudo
Se puderes dá-nos boas notas com pouco estudo
Desculpa o incómodo e continua com as tuas prendas
Feliz Natal para ti e já agora baixa as rendas
(Boss Ac)
«...Resposta num exame de física na Universidade de Aveiro.Isto é uma resposta de LUXO !!
O Dr. X (vamos manter o anonimato na medida do possível), do Dep. de Física da Universidade de Aveiro é conhecido por fazer perguntas do tipo:
"Porque é que os aviões voam?"
A sua única questão na prova final de Maio de 1997 para a turma da cadeira de "Transmissão de Momento, Massa e Calor II" foi:
"O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique a sua resposta."
(ou seja, se o Inferno é um sistema que liberta calor ou que recebe calor).
Vários alunos justificaram as suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma, mas um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
"Primeiramente, postulamos que, se as almas existem, então devem ter alguma massa. Se tiverem, então uma mol de almas também tem massa. Então, em que percentagem é que as almas estão a entrar e a sair do inferno? Eu acho que podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno nunca mais sai. Por isso, não há almas a sair.
Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhadela às diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas dessas religiões pregam que, se não pertenceres a ela, então vais para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projectar que todas as pessoas e almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade da maneira que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar para a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem constantes, a relação entre a massa das almas e o volume do Inferno também deve ser constante. Existem então duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.
2) Se o inferno se estiver a expandir numa taxa maior do que a de entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele. Então, qual das duas opções é a correcta? Se nós aceitarmos o que a aluna Teresa Maria me disse no primeiro ano:
"Haverá uma noite fria no inferno antes de eu ir para a cama contigo" e levando em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico."
O aluno António José tirou o único "20" na turma...»
Recebido hoje, via e-mail, do meu amigo Manuel Lourenço:
«...Bom dia!
Para quem quiser tentar, aqui vai uma receita de broinhas de nozes para o Natal. Dão uma trabalheira do caraças, mas, além de serem uma delícia, fazem parte da minha tradição de Natal desde que comecei a frequentar a casa da avó da minha namorada, e já lá vão mais de cinquenta... Acabei agora de terminar a primeira parte da tarefa: preparação dos ingredientes e da massa de fermento. À tarde e amanhã continua...
INGREDIENTES:
2 Kgs de farinha
1 Kg de açúcar
0,5 lt de azeite
0,5 lt de mel
1 colher de sopa de canela
1 colher de sopa de erva doce
2 colheres de chá de sal fino
50 gr de fermento de padeiro
1 colher de chá bem cheia de fermento Royal
0,5 Kg de miolo de nozes
Pinhões para enfeitar (se quiser pode juntar alguns às nozes, mas estão caros para xu xu).
PREPARAÇÃO:
Massa de fermento: retire 0,5 Kg da farinha e amasse-a com o fermento previamente desfeito num pouco de água quente. Após obter uma massa mole deixe levedar 1 hora ( não esquecer de fazer a tradicional cruz para que tudo seja abençoado!)
Massa das broas: num alguidar, misture a farinha, o açúcar, a canela, a erva doce, o pó Rosal e o sal. Adicione a massa de fermento levedada (deve ter aumentado muito significativamente de volume) e misture tudo muito bem. Aqueça o azeite e o mel até ao ponto de fervura e adicione-os, lentamente, com cuidado e um após o outro, à massa previamente obtida, amassando tudo muito bem (tire a camisa ou fique em top porque a coisa custa!). Por fim misture as nozes, e pinhões se quiser. Tape com um pano de lã, ou cobertor, e deixe repousar até ao dia seguinte em local que não seja frio. Ah, não esquecer a cruz!
Tenda as broas em forma redonda ou bicuda (eu prefiro do formato das acastelares), coloque-as em tabuleiro untado com azeite e polvilhado de farinha, pincele-as com ovo batido após colocar um pinhão levemente enterrado e leve ao forno. Quando estiverem douradas retire e deixe arrefecer.
E pronto! Têm broas até aos Reis!
Estas broas tem uma particularidade. Se fechadas numa caixa endurecem (eu prefiro assim, embora seja um perigo para os dentes, o que requer cuidado ao mastigar); retiradas de lá e deixadas ao ar amolecem. Pode-se jogar com isto para obter a dureza que mais se gostar.
Mãos à obra?!!!...»
Liberdade querida e suspirada
Liberdade querida e suspirada,
Que o Despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena,
Que o sereno clarão da madrugada!
Atende à minha voz, que geme e brada
Por ver-te, por gozar-te a face amena;
Liberdade gentil, desterra a pena
Em que esta alma infeliz jaz sepultada;
Vem, oh deusa imortal, vem, maravilha,
Vem, oh consolação da humanidade,
Cujo semblante mais que os astros brilha;
Vem, solta-me o grilhão da adversidade;
Dos céus descende, pois dos Céus és filha,
Mãe dos prazeres, doce Liberdade!
(Bocage)
Obrigado, José Eduardo Moniz.
Sendo a Guida a assassina, ganhei um "almoçinho".
Mais uma vez obrigado, senhor Director Geral.
O blogue do dia, para o Diário de Notícias, é o TOMARPARTIDO.
Parabéns Jorge !
Chuva dissolvente
Entre a chuva dissolvente
No meu caminho de casa
Dou comigo na corrente
Desta gente que se arrasta
Metro, túnel, confusão
Entre suor despertino
Mergulho na solidão
No dia a dia sem destino
Putos que crescem sem se ver
Basta pô-los em frente à televisão
Hão-de um dia se esquecer
Rasgar retratos largar-me a mão
Hão-de um dia se esquecer
Como eu quando cresci
Será que ainda te lembras
Do que fizeram por ti
E o que foi feito de ti
E o que foi feito de mim
E o que foi feito de ti
Já me lembrei, já me esqueci
Quando te livrares do peso
Desse amor que não entendes
Vais sentir uma outra força
Como que uma falta imensa
E quando deres por ti
Entre a chuva dissolvente
És o pai de uma criança
No seu caminho de casa
E o que foi feito de ti
E o que foi feito de mim
E o que foi feito de ti
Já me lembrei, já me lembrei
Já me esqueci
(letra: Tim e música: Xutos & Pontapés)
Uma sondagem é apenas uma sondagem, vale o que vale. Não me admiro com o resultado de Cavaco, fico estupefacto com a diferença entre Soares e Alegre e, nesse caso, não acredito de todo. Coninuo a ter muitas esperanças numa segunda volta e na vitória do meu candidato.
FORÇA, MANUEL ALEGRE !
(Uma segunda volta entre Cavaco e Soares constituirá o melhor de todos os pretextos para sair no domingo bem cedo de casa e só volta após as 19 horas)
"Encomenda" do tenebroso António Mexia ?
«...Miguel Horta e Costa vai deixar de ser o CEO, mas pode ir para «chairman». Para o seu lugar há vários nomes em cima da mesa. Henrique Granadeiro (BES) é o mais falado, mas Rodrigo Costa (ex-Microsoft) é uma carta que não está fora deste baralho. José Marques Gonçalves não agrada a Amorim e é detestado pelos italianos. Só um contrato blindado o segura. Pode ir para a EDP, por troca com Talone. A hipótese de Américo colocar o seu amigo Ferreira de Oliveira na petrolífera é bastante remota. João Talone mantém-se inflexível. Garante que não se sentará à mesa da administração com a Iberdrola. António Mexia corre a toda a velocidade para o substituir e dá sinais de que aceitaria uma aliança estratégica com os espanhóis...»
(in Expresso on line)
Há precisamente nove anos, foi o dia mais feliz da minha vida.
Parabéns Joana, amo-te muito, querida filha !
Pois, isto custará decerto a muitos, lá se vai alargando cada vez mais a CIDADANIA:
MOVIMENTO JÁ (link)
Uma pequena grande omissão do Jorge no TOMAR PARTIDO:
«...em 14 de Dezembro de 1986, a equipa de futebol do clube de Benfica foi goleada no Estádio José De Alvalade por sete bolas a uma, com golos de Manuel Fernandes (4), Mário Jorge (2) e Ralph Meade (1)...».
O Jorge linkou aqui o SG. Bem sei que o TOMAR PARTIDO é um blogue de um tipo de Direita. Mas que interessa isso, quando estamos na presença de um homem de convicções e que para além do mais é sério e honesto ? É malta deste nível que faz falta no debate político e no exercício de cargos públicos relevantes. Embora afastado da ribalta, vê lá se apareces mais, pá. Mas não contes com o meu voto, apenas com a grande consideração. E chega bem, e já é muito, e levas daqui um abraço.
Leitura obrigatória, nomeadamente o «Pensamento do dia...(profundo)».
Bravo mfc, bem cheiroso PÉ DE MEIA !
Manuel Alegre afirmou-se hoje como candidato da renovação, recusando ser um candidato presidencial "de protesto" e criticando a "atitude de superioridade" de Francisco Louçã em relação à esquerda.
"A minha candidatura não é uma candidatura de protesto" disse Alegre no debate, na RTP, com o candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda. "Francisco Louçã tem uma tendência para uma certa superioridade em relação à esquerda. Eu não faço juízos morais dessa natureza", afirmou Alegre.
(in MANUEL ALEGRE)
Que venha o Diabo e… não escolha
João Carlos Pereira Não sei se Mário Soares é apenas descarado, se está completamente gagá, ou se à sem-vergonha e à senilidade junta uma cada vez mais acentuada dose de imbecilidade galopante. Esta dúvida surgiu-me quando, a propósito dos 25 anos passados sobre a morte de Sá Carneiro, o ouvi dizer, sem papas na língua ou embaraços de qualquer espécie, que convidara, logo a seguir ao 25 de Abril, o falecido fundador do PPD a aderir ao partido Socialista. Perante o espanto de Sá Carneiro, Soares assume ter-lhe dito que, sendo social-democrata, seria no PS que estaria bem. «Mas vocês são um partido socialista», retorquira o outro, acrescentando que lera o programa do PS e lá se via que era um partido de inspiração marxista. Que não ligasse a isso, confessa Soares ter-lhe respondido, pois isso são coisas que se escrevem nos programas, mas a realidade é outra coisa completamente diferente.
Traduzindo isto por outras palavras, queria Soares dizer, lá na sua, que o nome do PS (socialista) e a as suas bases programáticas, longe de corresponderem à sua identidade – princípios, projectos e objectivos – não passavam (como não passam, ainda hoje) de artifícios para iludir o povo e conquistar-lhe os votos. Soares, em trinta segundos, confessou que tanto ele, como o partido de que diz ter orgulho em pertencer, não passam de uma imensa fraude política, o exemplo acabado do que é a pulhice como instrumento ao serviço da manipulação do eleitorado.
E se isto já era mau, mesmo considerando a estrumeira que é a prática política na sua generalidade, o descaramento de Soares, ao confessar alegremente a sua desonestidade política, é a prova real de que tudo é ainda pior do que parece. E que se ele, apesar da provecta idade, não está completamente pifado dos neurónios, então é porque julga que os portugueses já aceitam a trampolinice como uma qualidade natural dos políticos, e a indignidade como uma virtude indispensável na política. Nada mau, para quem anda agora a defender a política e os políticos como coisas decentes e sem mácula. Vê-se…
Por isso, se eu já não tivesse decidido, há muito, que nenhum socialista, seja em que circunstância for, contará com o meu voto, esta confissão bastaria para que, nas próximas eleições presidenciais – e caso haja 2.ª volta – não fosse à minha custa que a canalhice política tivesse lugar em Belém. Entre um salazarista requentado e um fulano sem princípios, não há escolha possível. E não me digam que a opção será, nessa altura, entre a esquerda e a direita, porque Mário Soares não é – como nunca foi e jamais será – um homem de esquerda. Felizmente para a esquerda, diga-se.
Sobre isto, em 15 de Março de 2000, o advogado e jornalista António Marinho, publicou um artigo onde, entre outras coisas, disse:
«A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas, segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos. Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do BE, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc. Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel. Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».
Mais adiante, escreve António Marinho:
«A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios, mas sim fins. É-lhe atribuída a célebre frase: “Em política, feio, feio, é perder”. São conhecidos também os seus ziguezagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo. Já depois do 25 de Abril, assumiu-se como o homem dos americanos e da CIA em Portugal e na própria Internacional Socialista. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende, no Chile, e que colocara no poder Augusto Pinochet. Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e foi amigo de Nicolau Ceaucescu, figura que chegou a apresentar como modelo a ser seguido pelos comunistas portugueses. Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso».
Porque isto está engraçado, continuemos com António Marinho:
«Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor, é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações. Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais. Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país. Em 1980, não hesitou em apoiar objectivamente o General Soares Carneiro contra Eanes, não por razões políticas, mas devido ao ódio pessoal que nutria pelo general Ramalho Eanes. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre, como Francisco Salgado Zenha. Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. Na altura todos meteram a cabeça na areia, incluindo o próprio clã dos Soares, e nem tugiram nem mugiram, apesar de as acusações serem então bem mais graves do que as de agora. Por que é que Jorge Sampaio se calou contra as «calúnias de Rui Mateus?»
Edificante, não é? Mas a coisa não fica por aqui. Ouçamos mais:
«Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo de Mário Soares, Rosado Correia, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. A proveniência do dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, António Vitorino, foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora. Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses, com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro, foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso Emaudio e o célebre fax de Macau é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. Menano do Amaral chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou seja, pela angariação de fundos no estrangeiro. Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje, subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade judicial (que não é inédita): os pretensos corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos».
E mais adiante:
«Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos. Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto as mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram como antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações».
E António Marinho termina com a célebre FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS. Diz ele:
«A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal, se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal. Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. Só o governo, de uma só vez, deu-lhe 500 mil contos, e a Câmara de Lisboa, presidida pelo seu filho, deu-lhe um prédio no valor de centenas de milhares de contos. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas, muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares, e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco. Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa. Porque as suas ambições não têm limites, ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia portuguesa».
É de esquerda, este homem aqui tão bem retratado? Há quem diga que sim. Cá para mim, no entanto, entre Soares e Cavaco, que venha o Diabo e… não escolha, para não ficar irremediavelmente desacreditado.
(João Carlos Pereira, in GUIA DO SEIXAL)
«...uma flor para... a teresinha... Parabéns querida companheira da longa caminhada duma Vida...».
Que belo post de amor, porque, afinal, posts de amor quem os não tem ?
E porque ao lado de um grande Homem, está sempre uma grande Mulher.
Parabéns Teresa, aquele abraço companheiro !
Dedicado à minha amiga Paula Morgado, um dos melhores "corações" que conheço:
Amigo
Amigo é coisa para se guardar
debaixo de sete chaves, dentro do coração
assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou, ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
e quem voou, no pensamento ficou
com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
no lado esquerdo do peito
mesmo que o tempo e a distância
digam não, mesmo esquecendo a canção
o que importa é ouvir a voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
qualquer dia amigo eu volto a te encontrar
qualquer dia amigo a gente vai se encontrar
(Milton Nascimento)
La Mala Reputación
Sin ninguna pretensión
tengo mala reputación,
haga lo que haga es igual,
todo lo consideran mal.
Yo no pienso pues hacer ningún daño
queriendo vivir fuera del rebaño.
A la gente no gusta que
uno tenga su propia fe...
Todos, todos me miran mal
salvo los ciegos, es natural.
En la fiesta nacional
yo me quedo en la cama igual
que la música militar
nunca me supo levantar.
En el mundo pues no hay mayor pecado
que el de no seguir al abanderado.
A la gente no gusta que...
Todos me muestran con el dedo
salvo los mancos, quiero y no puedo.
Esto sí que sí que es una lata,
siempre tengo yo que meter la pata.
A la gente no gusta que...
Todos detrás de mí a correr
salvo los cojos, es de creer.
A la gente no gusta que...
Todos, todos me miran mal
salvo los ciegos, es natural.
(Georges Brassens / Paco Ibáñez)
Agora percebo o sonho de muitos em quererem ter uma vivenda. Como os compreendo. Não ter que lidar com vizinhos mal educados e que não respeitam os outros. Não pagar condomínio, não haver Administração do Condomínio. Esta gente não sabe viver em comunidade.
QUE MERDA !
Um novo espaço de José Pacheco Pereira na blogosfera que me parece muito interessante:
«...Iniciei um "blogue do livro" dedicado a coligir críticas, apontamentos, notas, correcções, errata e corrigenda, documentação anexa aos três volumes da biografia de Álvaro Cunhal...».
Não entendo na íntegra tanta crispação, mas o problema deve ser mesmo meu, por não conseguir atingir o que as minhas palavras, escritas ou faladas, causam nos outros. Mas, regra geral, "cago nisso". Só que, desta vez, terei exagerado e, ainda para mais, para com um amigo. Mais que um amigo, um referencial em muitas matérias.
As minhas mais sinceras desculpas, meu amigo João, não fazia ideia do valor da tua paixão.
Mas, por favor, não invoques odiosos fascistas. Tu sofreste-o na pele, eu assisti desde tenra idade ao que outros, familiares próximos, sofreram.
MORTE AO FASCISMO !
A voz do dono e o dono da voz
Até quem sabe a voz do dono
Gostava do dono da voz
Casal igual a nós, de entrega e de abandono
De guerra e paz, contras e prós
Fizeram bodas de acetato - de fato
Assim como os nossos avós
O dono prensa a voz, a voz resulta um prato
Que gira para todos nós
O dono andava com outras doses
A voz era de um dono só
Deus deu ao dono os dentes, Deus deu ao dono as nozes
Às vozes Deus só deu seu dó
Porém a voz ficou cansada após
Cem anos fazendo a santa
Sonhou se desatar de tantos nós
Nas cordas de outra garganta
A louca escorregava nos lençóis
Chegou a sonhar amantes
E, rouca, regalar os seus bemóis
Em troca de alguns brilhantes
Enfim, a voz firmou contrato
E foi morar com novo algoz
Queria se prensar, queria ser um prato
Girar e se esquecer, veloz
Foi revelada na assembléia - atéia
Aquela situação atroz
A voz foi infiel trocando de traquéia
E o dono foi perdendo a voz
E o dono foi perdendo a linha - que tinha
E foi perdendo a luz e além
E disse: Minha voz, se vós não sereis minha
Vós não sereis de mais ninguém
(O que é bom para o dono é bom para a voz)
(Chico Buarque)
Para ser honesto, não posso afirmar que gostei da vitória "deles". Mas os "piratas de Sua Majestade" não mereciam ganhar. E ainda bem que não ganharam.
Cavaco Silva e Mário Soares declinaram o convite para participarem no "Levanta-te e ri!".
Um consegue levantar-se mas não ri, o outro ri mas não se consegue levantar!
Pra não dizer que não falei das flores
Caminhando e Cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e Cantando e seguindo a canção
[refrão:]
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordoes
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
[refrão]
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quarteis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão
[refrão]
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a historia na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
[refrão]
[refrão]
(Geraldo Vandré)
És trova do vento que passa,
senhora das tempestades,
quadrado convictamente a crescer.
És Rafael, alma e cão como nós,
pensamento e jornada de África,
arte de marear contra a corrente.
És terceira rosa, rouxinol do mundo,
Atlântico, Camões e Pátria em nós,
Coimbra, o canto e as armas.
Ao dobrar a esquina da cidadania,
eis Belém Liberdade !
(O autor deste blogue apoia Manuel Alegre)
O elogio ao profissionalismo dos jogadores do Vitória de Setúbal indigna-me. Uma relação de trabalho em que uma das partes não cumpre, tem qualquer coisa de criminoso. Digo eu, não sei...
A malta dos media quer é sangue. Quando o debate se desenrola entre duas pessoas educadas, acham que perdeu a graça, que se tratou de um debate morno. Não vale as pena esgotar todas as "munições" por agora. Estes vão ser os candidatos que disputarão a segunda volta. E eu, ALEGREmente, vou votar no mesmo candidato nas duas voltas. Com a certeza de VENCER(mos).
(Nota: Só mesmo um "Super Próstatas" para qualificar de "murcho" o debate)
Do viver ao saber viver, vai um passo de gigante. Talvez por ser de gigante, não o consigo dar. Ingénuo e "santinho" é o que é, o que sou.
Obrigado por me aturares, Aurinha !
Faz hoje treze anos. Igreja de São Martinho. SINTRA.
AMO-TE MUITO, QUERIDA !
Fado do ladrão enamorado
Vê se pões a gargantilha
Porque amanhã é domingo
E eu quero que o povo note
A maneira como brilha
No bico do teu decote
E se alguém perguntar
Dizes que eu a comprei
Ninguem precisa saber
Que foi por ti que a roubei
E se alguém desconfiar
Porque não tenho um tostão
Dizes que é uma vulgar
Joia de imitação
Nunca fui grande ladrão
Nunca dei golpe perfeito
Acho que foi a paixão
Que me aguçou o jeito
Por isso põe a gargantilha
Porque amanhã é domingo
E eu quero que o povo note
A maneira como brilha
No bico do teu decote
(Carlos Tê e Rui Veloso)
A culpa "disto estar desta maneira" foi a deposição da dinastia filipina. O primeiro de Dezembro tem por objectivo festejar (festejar?) a maior asneira da nossa História.
Quem sabe se actualmente não estaríamos muito melhor com abastada Região Autónoma de Espanha. Restam-me muito poucas dúvidas.