Canção tão simples (Quem poderá domar ...)
Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?
Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?
Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?
Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?
(Manuel Alegre)
E seja bem vindo à lusa blogosfera, mais um espaço de liberdade e alargamento da cidadania:
Só para fanáticos, TUDO AQUI.
E, reparo agora, amanhã é
Dia de S. Receber
Embora falar da arte
Da arte de sobreviver
Daquela que se descobre
Quando não há que comer
Há os que roubam ao banco
Os que não pagam por prazer
Os que pedem emprestado
E os que fazem render
Este dia a dia é duro
É duro de se levar
É de casa pró trabalho
E do trabalho pró lar
Leva assim uma vida
Na boínha sem pensar
Mas há-de chegar o dia
Em que tens de me pagar
Ai é o dia
De S. Receber
Dia de S. Receber
Já não chega o que nos
Tiram à hora de pagar
É difícil comer solas
Estufadas ao jantar
De histórias mal contadas
Anda meio mundo a viver
Enquanto o outro meio
Fica à espera de receber
Ai é o dia de S. Receber
Dia de S. Receber
Ai a minha vida
Ai a minha vida
É assim esta diálise
Entre o deve e o haver
Sei que para o patrão custa
Enfrentar este dever
O dinheiro para mim não conta
Eu trabalho por prazer
Mas o dia que eu mais gosto
É o dia de S. Receberi
(letra: Tim e música: Xutos & Pontapés)
O JOAQUIM começou o dia bem cedo acordado pelo despertador (MADE IN JAPAN) às 6 da manhã. Enquanto o café estava a fazer na máquina (MADE IN CHINA) , barbeou-se com a máquina eléctrica (MADE IN HONG KONG). Vestiu uma camisa (MADE IN SRI LANKA), jeans de marca (MADE IN SINGAPORE) e uns tenis (MADE IN KOREA). Depois de preparar as torradas na sua torradeira (MADE IN INDIA), pegou na sua máquina de calcular (MADE IN MEXICO) para ver quanto poderia gastar hoje. Acertou o relógio (MADE IN TAIWAN) pelo rádio (MADE IN INDIA) entrou no carro (MADE IN ITALY) e continuou a sua busca por um emprego bem pago em PORTUGAL... Ao fim de mais um dia frustrante, Joaquim, decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (MADE IN BRASIL), serviu-se de um copo de vinho (MADE IN FRANCE), ligou a TV (MADE IN INDONESIA), e pôs-se a pensar porque não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
ERA UMA VEZ...
... Quatro funcionários chamados Toda-a-Gente, Alguém , Qualquer-Um e Ninguém. Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...
A história não se faz só de campeões. Os últimos, os habitualmente designados como “lanterna vermelha”, também têm os seus títulos. A reter, especialmente quando se trata da quarta vez consecutiva. AQUI, tudo sobre o tetra do clube do Bernardino Soares.
Soares ? Não me digam que também pertence à família. CHIÇA!!!
Era uma grande injustiça o que se estava a fazer a todas estas mães, sabendo-se que a maior parte dos seus filhos ocupam lugares de topo no Estado, nas empresa e no futebol. Uma excelente medida de Jorge Lacão. ESTA.
Com kriptonita não há super que resista ! Um blogue que apetece visitar muitas vezes por dia:
Podia ter sido pior a estreia de Bento I. Mas tem que ter mais cuidado com os "cardeais" (muitos ais, muitos ais) Beto e Polga.
VAMOS TODOS, pelo menos os crentes no LEÃO, ACREDITAR EM BENTO I !
O meu prezado amigo João, sempre atento e oportuno, “postou” ISTO. Nada melhor, a música, para ilustrar o «...diga à gente diga à gente, como vai este País...». Até imagino o tema tocado nas enceradas e perfumadas instalações do Centro de Dia do Algueirão ou do Convívio da Terceira Idade da Pontinha e os "velhotes" a "curtirem-no" bem agarradinhos. Depois, Minis e couratos, ponto cruz e bisca lambida.
E tudo, TUDO A FLIPAR, bengalas e aparelhos Sonotone pelo ar. Boss Mário qual Sebastião, o Campo Grande qual Alcácer Quibir.
Poderia parecer um remake de “A Bela e o Monstro”. Nem pensem nisso; o ancião não tem, eu pelo menos não consigo vislumbrar, nada de monstro. Mas nem por sombras vejam nele algo de Clark Kent, muito menos um pouco de Super Homem. Acontece que a imagem de um velhinho acompanhado de uma “brasa”, ainda que bem diferente de Lois Lane, tem sempre qualquer coisa de “picante”, tipo "comédia italiana barata". Mário e Joana, o candidato e a mandatária, «...no escurinho do cinema, chupando drops de aniz...».
Trata-de de um grande passo para eliminar o vício: hoje não faço nenhum Su Doku. A ver vamos e, PORRA, já perdi o concerto da grande Chavela Vargas.
Estimado compañero João,
Como quase sempre, TENS RAZÃO. Face à minha idade, nunca tive oportunidade de ver jogar o Carlos Gomes. Já me têm dito que nunca houve nenhum com a categoria dele; o saudoso Vitor Damas tinha-o como grande referencial. Sei também que existem muitos sportinguistas que o são devido ao Carlos Gomes. Além disso, o fabuloso "keeper" nunca foi uma figura querida do fascismo; daí, talvez, o esquecimento a que sempre foi votado.
Para mim, relembro de novo os meus "quarentas", o grande ídolo foi o Joaquim Agostinho. No futebol, para além do Damas, Yazalde e Da Costa, não esquecerei jamais o António Oliveira, esse mesmo, o actual Presidente do Penafiel, felizmente ainda vivo.
Fico, no entanto, muito contente e grato por um benfiquista escrever dois posts de tamanha categoria. O desporto é isto mesmo, sã rivalidade. O inimigo fica para os fanáticos do Killer Bush ou para os filhos de Putin.
Obrigado, amigo.
NOTA: Até, pela conjuntura que se vive em Alvalade, a morte do Carlos Gomes aconteceu no pior momento, no momento mais propício ao esquecimento. Mas, não esqueças, POR CADA LEÃO QUE TOMBAR, LOGO OUTRO SE ERGUERÁ !
Eu tenho uma teoria. Com efeito, na vida militar tive um comandante que não gostava de alferes e aspirantes; não gostava de alferes, porque a mulher fugiu com um e não gostava de aspirantes, porque a filha mais velha fugiu com um.
Por acaso, a mulher do senhor primeiro ministro terá fugido com um funcionário público?
Embora já com algum atraso, há que registar o novo blog, fabuloso também, do Francisco José Viegas:
Finalmente, o fim de um ciclo. TUDO AQUI. Venham os novos nomes para podermos criticar. Cunha, Andrade e Peseiro já eram.
Era uma vez um rapaz que perguntou a uma rapariga:
- Queres casar comigo?
Ela respondeu:
- NÂO!
E o rapaz viveu feliz para sempre, caçou, foi à pesca, teve sempre tempo para ver os jogos na Sport TV, bebeu a cerveja que quis e voltou para casa sempre à hora que lhe apeteceu...
FIM!!!
Viver e sofrer, actualmente, a duas cores: o verde como cor da vergonha, o branco como grito de revolta.
SER FLOR DE MI PUEBLO
Quisiera cantar: ser flor de mi pueblo.
Que me paciera una vaca de mi pueblo.
Que me llevara en la oreja un labriego de mi pueblo.
Que me escuchara la luna de mi pueblo.
Que me mojaran los mares de mi pueblo.
Que me mojaran los ríos de mi pueblo.
Que me cortara una niña de mi pueblo.
Que me enterrara la tierra del corazón de mi pueblo.
(Rafael Alberti)
Deixa lá a vergonha, meu caro amigo. O homem vai partir já em Janeiro. Temos outro bem pior lá em Alvalade e não sei quando nos livraremos dele.
Cientistas australianos garantem que espremer um pouco de sumo de limão dentro da vagina antes do sexo pode matar os espermatozóides, tornando-se assim num contraceptivo barato e simples. Assim, como somos portugueses, juntando o útil ao agradável, adicione um pouco de açúcar, gelo e cachaça na hora da relação sexual e, usando o pénis como pilão, teremos um novo tipo de caipirinha: "A caipixota" .
Carlos estava farto da vida. Um dia resolveu enforcar-se numa árvore. Esta, estava tão seca, que o ramo quebrou. Depois, Carlos atirou-se para a frente de um camião. Nada. Travou a tempo. Tentou com uma pistola. A arma encravou. Pediu ajuda a um amigo. Este, recusou. Experimentou com veneno. Estava fora do prazo, ganhou uma valente dor de barriga. Estava desesperado, tinha de encontrar uma solução infalível. Ligou a televisão, estava a começar o noticiário. Foi aí que viu a escuridão ao fim do túnel. Era isso, não ia falhar. Saiu, entrou no automóvel e conduziu em direcção a Lisboa. Ao fim de algum tempo, chegou ao seu destino final. No Alvalade XXI a agitação era geral. Carlos foi-se entranhando na multidão. Quando estava bem no centro, gritou com toda a força que lhe restava:
VIVA O PESEIRO !
O enterro é amanhã, às 15.30, na igreja do Lumiar.
Hoje de manhã o espectáculo, no IC 19, percurso Mem Martins-Estrada da Luz, foi de primeira qualidade. O cenário atingiu quase as raias do dantesco. Eleições autárquicas precisam-se, JÁ !
A localidade da sede do Sintra Gare, Mem Martins, uma vez que seja, num jornal de referência. Na vanguarda do progresso, na primeira linha da luta contra os interesses instalados. TUDO AQUI.
CERVANTES PUNTO COM
Don Quijote navega en internet,
Sancho Panza da el cante en telecinco,
Dulcinea putea con la jet
¿y Alzona? Por el culo te la jinco.
El bachiller Carrasco y el mosén,
Maritornes comadre de Madonna,
los fijosdalgos votan al Pepé
o a Maragall cuando la bolsa sona.
Insula barataria menorquina
que no la compran yelmos de Mambrinos
ni bacías de Figaro, ruina
de Amadises, Roldanes, Moratinos.
Follones, malandrines, diputados,
caballeros andantes que no andan
los caminos insomnes y minados
con aspas de molino bastardan.
Gigantes eran, sí, los sarracenos,
lo sabe Rocinante, cabalgado
por los colgados que nada creemos,
por más que con la Iglesia hemos topado.
Y el vulgo ajeno al musgo de la historia,
derrapando, jodiendo, pobrecitos,
dando vueltas y vueltas a la noria,
puliéndose el jornal en los garitos.
Don Alonso Quijano sigue aquí
provocando a los vivos que están muertos,
mutilado en la más guerra incivil,
viajando en metro, desfaciendo entuertos.
Tal como van las cosas hoy en día,
cumplesiglos feliz, se abre la veda
de la mancha en calle melancolía,
cervantino maldito Avellaneda.
Épica de chichones, huesos rotos,
obsoleta armadura robinsona,
agosto de diseño, hueros votos
del mar sin poseidones ni amazonas.
Ni sé por qué vos cuento lo que digo,
la culpa es de la muerte que no arde,
Sidi Amete me basta de testigo
que lo cortés no quita lo cobarde.
(Joaquín Sabina)
Em mais um dia de direito/dever, retenho como mais saliente o "castigo" imposto ao PS pela escolha infeliz de tantos candidatos e as derrotas de Avelino Ferreira Torres e Isabel Damasceno. Já a avaria "do sistema" parece-me um facto normal. Só quem nunca foi às Finanças e aos Bancos deconhece a situação.
Um abraço para o Pepetela, VIVA ANGOLA !
Quem sabe nunca esquece. E é bem certo. A obra «A bigger bang» dos eternos Stones está aí para o comprovar. Grande trabalho, sim senhor !
Noite de Abril
Hoje, noite de Abril, sem lua,
A minha rua
É outra rua.
Talvez por ser mais que nenhuma escura
E bailar o vento leste
A noite de hoje veste
As coisas conhecidas de aventura.
Uma rua nova destruiu a rua do costume.
Como se sempre nela houvesse este perfume
De vento leste e Primavera,
A sombra dos muros espera
Alguém que ela conhece.
E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Fica sobretudo do apelo presidencial, o sentimento mais profundo da “vox populi”:
«...quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem...».
Pastillas del doctor Andreu
Qué gusto hacer cabriolas en la tele
sin mancillar con yolas la bragueta,
qué bendición no andar como un pelele
cuando quien te convoca se respeta.
¿Qué pasa Neng, Corbacho, follonero,
Santi Millán, Zuloaga, Palomino?,
peña sex symbol, viva el telonero
de las Carmona, el payo catalino.
Qué alivio no sufrir los hasta cuándo
del pájaro en la mano del guionista,
lo nuestro quiere ser ciento volando,
lo marciano bufón versus artista.
No pedíamos más ni mucho menos,
pero que no nos tomen por idiotas,
pero que no nos curen con veneno,
pero que no nos toquen las pelotas.
Ni estamos en la luna, ni exigimos
doce más una, miércoles y trece,
si vomitamos es porque reímos,
porque follamos, porque no amanece.
Utópicos, decían, trasnochados,
subvencionados huérfanos de teta,
bolcheviques probeta, desclasados,
disfrazados de tuerto con muleta.
Vestido duermo loco de contento
sin el tormento trinco repelente,
por fin un late night, bendito acento,
con pedigrí del mestre Buenafuente.
(Joaquín Sabina)
Para registar; ver e/ou gravar, de acordo com a disponibilidade.
«...A RTP1 exibe esta terça-feira, pelas 22:45 horas, um documentário sobre Reinaldo Ferreira, o célebre Repórter X, adianta o Diário de Notícias. Intitulado «Repórter X Reaparece», o trabalho foi realizado este ano por Alexandre Reina e é interpretado por João Reis. Narrado por Filipe Crawford, o filme apresenta o contexto histórico, social e cultural de 1900 a 1935, no qual decorreu a parte final da sua vida passada entre Lisboa, Paris, Berlim, Barcelona, Madrid e Porto. Jornalista, escritor e cineasta, Reinaldo Ferreira morreu em Lisboa a 4 de Outubro de 1935, ou seja, há precisamente 70 anos.
O meu (nosso) amigo Jorge Afonso é que a sabe toda. O “lobby deles” já chegou, infelizmente, à nossa casa. Longe vão os tempos dos caixotes do lixo dos locais dos estágios estarem cheios de garrafas vazias de Mini Sagres, de velhinhas revistas Gina (os mais novos já não se lembram) e Playboy, de VHS da “Garganta Funda” e embalagens de Durex. Hoje, especialmente na Academia ( os almeidas de Alcochete podem-no confirmar) o lixo resume-se a latas de Ice Tea e Coca Cola, livros do Paulo Coelho e embalagens de Corn Flakes. Longe também vão os tempos do balneário cheirar a Lavanda da Ach Brito, a “sulfato de peúga” dos ténis Sanjo e já não se vislumbram sequer manchas de suor nas camisas Melka. Actualmente, até uns simples chinelos trazem a assinatura de qualquer amaricado estilista francês ou italiano. Quando um jogador do plantel arrebata o coração (e todo o resto) de Marisa Cruz, a solução é imediata: fora com ele. Quando a “leoazona” Isabel Figueira tem que procurar consolo no balneário do Dragão, o caso assume uma gravidade extrema. E se a banda preferida dos “atletas” dá pelo nome de O’Zone, estamos conversados. Não, não vos obrigo a contratar o Carlos Candal, mas, pelo menos, arranjem-nos um qualquer Zezé Camarinha. E, se por acaso, não encontrarem nenhum CD do saudoso leão Manuel de Almeida, comprem, por favor, uma remessa de obras do nosso consócio Emanuel, «...nós pimba, nós pimba...». E não se deixam enganar pelas loiraças do camarote presidencial. Na realidade, tratam-se de travestis brasileiros.