Exerçam, caso queiram, a vossa cidadania. Fora das engrenagens partidárias, pela poesia na vida. Ou pela vida na poesia ?
Há sobretudo que manter a calma. Isto é só futebol e, estou convicto, há coisas mais importantes. O infeliz coruchense (que belo branco tinha a já desaparecida Cooperativa Agrícola do Vale Sorraia) considera que, nesta fase, é mais benéfico do que prejudicial ao Clube. Os infelizes dirigentes apoiam-no. Estamos conversados. Os únicos beneficiados da noite passada foram as indústrias farmacêutica e tabaqueira.
Faço ideia o que sofreu D. José Policarpo. Mas esse, pelo menos, rezou.
Aproxima-se noite de duplo culto: na RTP 1 a partir das 21,15 horas e na SIC-N a partir das 23,00 horas.
Na Segunda Circular, Alvalade e Tomás da Fonseca, a fé é que nos salva.
Amen.
Um cumplice da PIDE, um grande fascista. Quero lá saber dos méritos académicos do Professor Antunes Varela.
Eh pá, isto é capaz de ver mais viciante que o tabaco. Não faz é tanto mal à saúde. Digo eu, não sei. Su Doku.
Passo a divulgar um comunicado dos Bombeiros Voluntários de Albufeira:
"Os Bombeiros Voluntários de Albufeira criaram um sistema original de apoio às vítimas em caso de acidente. Os Bombeiros recorrerão ao telemóvel da vítima para a conseguir identificar. Você pode tornar o trabalho dos Bombeiros mais fácil usando uma ideia simples ao adoptar: ECE que significa Em Caso Emergência. Se você acrescentar na lista de contactos do seu telemóvel ECE, com o número da pessoa que Em Caso Emergência deve ser contactada, você não só poupa imenso tempo aos Bombeiros como tem os seus familiares a par da situação imediatamente. Os Bombeiros de Albufeira - e com divulgação, todos os outros - sabem o que significa ECE, e Em Caso de Emergência procuram de imediato esse nome nos contactos do seu telemóvel.
Adicione ECE à sua lista de contactos, Já!
Por favor passe esta informação. 15 de Agosto de 2005"
Andamos nós a estudar para vir a descobrir que tudo ou quase tudo já está decidido!!!!!...
A bitola dos caminhos de ferro (distância entre os 2 trilhos) dos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.
Porque foi usado este número?
Porque era esta a bitola dos caminhos de ferro ingleses e, como os caminhos de ferro americanos foram construídos pelos ingleses, esta medida foi a usada .
Porque é que os ingleses usavam esta medida?
Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que construíam as carroças antes dos caminhos de ferro e utilizaram as mesmas bitolas das carroças.
Porque era usada a medida (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?
Porque a distância entre as rodas das carroças deveria caber nas estradas antigas da Europa que tinham esta medida.
E por que tinham as estradas esta medida?
Porque estas estradas foram abertas pelo antigo império romano aquando das suas conquistas, e estas medidas eram baseadas nos carros romanos puxados por 2 cavalos.
E porque é que as medidas dos carros romanos foram definidas assim?
Porque foram feitas para acomodar 2 traseiros de cavalo!
Finalmente...
O vaivem espacial americano, o Space Shuttle, utiliza 2 tanques de combustível (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol no Utah. Os engenheiros que projectaram estes tanques queriam fazê-lo mais largos, porém, tinham a limitação dos túneis ferroviários por onde eles seriam transportados, que tinham as suas medidas baseadas na bitola da linha, que estava limitada ao tamanho das carroças inglesas que tinham a largura das estradas europeias da época do império Romano, que tinham a largura do cu de 2 cavalos.
Conclusão:
O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho do cu do cavalo romano!
E do senhor Presidente:
Letra para um hino
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
(Manuel Alegre)
Não estava a pensar fazer fretes, mas assim fico mais descansado. Em princípio, já deverei votar nas presidenciais. Pelo menos na primeira volta. Os fretes (...veremos...) ficarão para depois, embora Cavaco não constitua, nem de perto nem de longe, um perigo para a democracia.
Ficamos, os que pensam como eu, com a nítida sensação que estamos a apoiar o melhor poeta de todos os candidatos. Já é alguma coisa. Mas, aguardemos com curiosidade, a publicação da obra poética dos restantes.
Obrigado, Águeda !
Sou, não o posso negar, um fã de bons policiais. Numa iniciativa digna dos maiores louvores, o Público tem vindo a publicar, às quartas-feiras, alguns clássicos que vale bem a pena adquirir.
E tudo isto para dizer que o Público, desta vez antecipou a saída de mais um volume. Com efeito, qual Simenon, qual Chandler, qual Stout. O caso Mourato Nunes pode tornar-se, a breve prazo, num best-seller.
Certa vez quatro jovens foram ao campo e, por 100 reais, compraram o burro de um velho camponês. O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse:
-Sinto muito,amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
-Então devolva-nos o dinheiro!
-Não posso, já o gastei todo.
-Então, de qualquer forma, queremos o burro.
-E para que o querem? O que vão fazer com ele?
-Nós vamos rifá-lo.
-Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?
-Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro jovens e lhes perguntou:
-E então, o que aconteceu com o burro?
-Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 reais cada um e arrecadamos 1.000 reais.
-E ninguém se queixou?
-Só o ganhador, porém lhe devolvemos os 2 reais, e pronto.
Os quatro jovens cresceram e fundaram um Banco, chamado Rural, uma empresa de publicidade chamada SMP&B, uma igreja chamada Universal e um partido político chamado PT.
Um homem que estava desempregado, entra num concurso da Microsoft para ser faxineiro. O Gerente de R.H. entrevista-o, faz um teste (varrer o chão) e diz-lhe:
- O serviço é seu. Dê-me seu e-mail e eu lhe enviarei a ficha para preencher, e a data e hora em que deverá apresentar-se ao serviço.
O homem, desesperado, responde que não tem computador, e muito menos e-mail, o que quer dizer que virtualmente não existe e, como não existe, não pode ter o trabalho. O homem sai, desesperado, sem saber o que fazer; só tem € 10 no bolso. Então decide ir ao supermercado e comprar uma caixa de 10 Kg de tomates. Bate de porta em porta vendendo os tomates a quilo e, em menos de 2 horas, tinha conseguido duplicar o capital. Repete a operação mais 3 vezes e volta a casa com € 60. Então, ele verifica que pode sobreviver dessa maneira. Sai de casa cada dia mais cedo e volta a casa mais tarde, e assim triplica ou quadruplica o dinheiro a cada dia. Poucos meses depois, compra uma Kombi, depois troca por um caminhão e mais algum tempo depois chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição. Passados 5 anos, o homem é dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos. Pensando no futuro da sua família, decide fazer um seguro de vida. Chama um corretor, acerta um plano e quando a conversa acaba, o corretor pede-lhe o e-mail para enviar a proposta. O homem respondeu que não tinha e-mail. Curioso, o corretor disse-lhe:
- Você não tem e-mail e chegou a construir este império? Imagine o que você seria se tivesse e-mail!!
O homem pensa e responde:
- Seria faxineiro da Microsoft!!
Moral da história 1: A Internet não soluciona a sua vida.
Moral da história 2: Se você quer ser faxineiro da Microsoft, procure ter m e-mail.
Moral da história 3: Se você não tem e-mail e trabalha muito, pode ser milionário.
Moral da história 4: Se você recebeu isto por e-mail, está mais perto de ser faxineiro do que ser milionário...
Um presidente de Câmara está andando tranquilamente quando é atropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá de caras com São Pedro na entrada.
- Bem-vindo ao Paraíso! - diz São Pedro - Antes que você entre, há um pequeno problema. Raramente vemos políticos por aqui e então não sabemos bem o que fazer consigo.
- Não vejo nenhum problema, é só deixar-me entrar! - diz o antigo
presidente
- Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte: o senhor passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Depois, pode escolher onde quer passar a eternidade.
- Não preciso, já resolvi. Quero ficar no Paraíso! - diz o ex-presidente.
- Desculpe, mas temos as nossas regras.
Assim, São Pedro acompanha-o até o elevador e ele desce, desce, desce até ao Inferno. A porta abre-se e ele vê um lindo campo de golfe. Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado, todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o diabo, muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Divertem-se tanto que, antes que ele se aperceba, já é hora de se ir embora. Todos se despedem com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e a porta abre-se outra vez. São Pedro está esperando por ele.
- Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele se aperceba, o dia termina e São Pedro retorna.
- E então? O senhor passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna.
Ele pensa um minuto e responde:
- Olhe, eu nunca pensei... O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.
Então São Pedro leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre e ele vê um enorme terreno baldio cheio de lixo. Vê todos
os amigos com as roupas rasgadas e sujas apanhando entulho e colocando-o
em sacos pretos. O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do ex-presidente.
- Não estou entendendo... - gagueja o presidente - ontem mesmo estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançámos e
divertimo-nos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo de lixo e os
meus amigos arrasados!!!
O diabo olha para ele, sorri ironicamente e diz:
- Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto!...
Na hora do desaparecimento do "velhinho" -nasceu em 1908- Simon Wiesenthal , fica a sensação de trabalho incompleto. O mundo, efectivamente, tem cada vez tem mais assassinos e/ou filhos da puta. Pelos 12/15 anos, sonhava ter uma actividade semelhante à de Wiesenthal. Desaparece assim mais uma referência juvenil.
Há que ter cautela, muita cautela. Com efeito, nas próximas eleições para a Presidência da República, não se deve votar em Mário Soares. É que se ele for eleito, Sócrates decerto alegará que é possível trabalhar até aos 85 anos!
O regresso às rotinas é sempre algo de penoso. Só tenho na memória o mar, as gentes de Altura e as minhas companheiras de férias. Até o vizinho de baixo faz uma "algazarra do catano": parece que o clube dele, desta vez, ganhou. MALDITA ROTINA !
Si digo Rafael digo torero.
Si digo cal naufrago en tu bahía.
Cabello de ángel, gorro marinero.
Si digo barcos nombro tu poesía.
Si digo Alberti digo Garcilaso,
Federico, la casa de las flores,
"No pasarán", Trastévere, Picasso.
Si digo Rafael digo Dolores.
Si digo luto digo que no quiero.
Si digo Juan me abrazo al Panadero
del pan azul de la melancolía.
Si digo octubre mato a tu asesino.
Si se va Rafael se muere el vino
del bar del Puerto de Santa María.
(Joaquin Sabina)
"Guardassem bém os animais", foi a resposta da D.Encarnação, minha "senhoria" em Altura, perante os subsídios solicitados devido aos ataques dos lobos. "Este home nan consegue dar dinhêro a toda a gente", rematou.
Os produtos que à primeira vista "não nos puxam" guardam dentro, por vezes, autênticas preciosidades. É o caso da banda sonora da telenovela da TVI "Mundo Meu". Pois bem, estão lá "pérolas" de Três Tristes Tigres, Filarmónica Gil e Viviane. O "culturalmente incorrecto" também pode ser excelente.
O excelente trabalho do jornalista chileno Pablo Azócar, intitulado "Pinochet-epitáfio para um tirano" foi o meu livro destas férias. Um belo resumo da ascensão e "queda" do ditador. Para não nos esquecermos, para que nunca mais aconteça.