O famoso comentador da TV, Marcelo Rebelo de Sousa, seguia a bordo de um avião, de Lisboa para o Porto. Ao seu lado, reparou num garoto de uns 10 anos, de óculos com ar sério e compenetrado. Assim que o avião descolou, o garoto abriu um livro, mas Marcelo Rebelo de Sousa puxou conversa.
- Ouvi dizer que o voo parece mais curto se a gente conversar com o passageiro do lado. Gostarias de conversar comigo?
O garoto fechou calmamente o livro e respondeu:
- Talvez seja interessante. Qual o tema que o Sr. gostaria de discutir?
- Ah, que tal política? Achas que devemos reeleger Pedro Santana Lopes ou dar uma chance a José Sócrates?
O garoto suspirou e replicou:
- Pode ser um bom tema, mas antes preciso de lhe fazer uma pergunta.
- Então manda! - Encorajou Marcelo Rebelo de Sousa.
- Os cavalos, as vacas e os cabritos comem a mesma coisa, certo? Pasto, ervas, rações. Concorda?
- Sim. - Disse Marcelo Rebelo de Sousa.
- No entanto, os cabritos excrementam bolinhas, as vacas largam placas de bosta e os cavalos grandes bolas... Qual é a razão para isto?
Marcelo Rebelo de Sousa pensou por alguns instantes, mas confessou que não sabia a resposta... E o garoto concluiu:
- Então como é que o senhor se sente qualificado para discutir quem deve governar Portugal, se não entende de merda nenhuma?
Acende mais um cigarro, irmão
inventa alguma paz interior
esconde essas sombras no teu olhar
tenta mexer-te com mais vigor
abre o teu saco de recordações
e guarda só o essencial
o mundo nunca deixou de mudar
mas lá no fundo é sempre igual
E agora, que a lua escureceu
e a guitarra se partiu
D. Quixote foi-se embora
com o amigo que a tudo assistiu
as cores do teu arco-íris
estão todas a desbotar
e o que te parecia uma bela sinfonia
é só mais uma banda a passar
A chuva encharcou-te os sapatos
e não sabes p'ra onde vais
tu desprezavas uma simples fatia
e o bolo inteiro era grande demais
agarras-te a mais uma cerveja
vazia como um fim de verão
perdeste a direcção de casa
com a tua sede de perfeição
Tens um peso enorme nos ombros
os braços que pareciam voar
tu continuas a falar de amor
mas qualquer coisa deixou de vibrar
os teus sonhos de infância já foram
velas brancas ao longo do rio
hoje não passam de farrapos
feitos de medo, solidão e frio
(Jorge Palma)
O meu compañero e amigo João, os meus amigos Paulo e Edgar e as minhas amigas Paula, Cecilia e Zulmira estão "nas nuvens". Ainda bem.
Gente séria, só tenho amigos sérios, são uns verdadeiros campeões.
VIVAM OS MEUS AMIGOS !
O «...fomos sérios, fomos sempre sérios, dou-vos a minha palavra de honra...» e «...as excelentes relações que mantemos com a família Loureiro...», definem a imensa transparência que caracteriza o Presidente campeão.
Escusava de ter dito isto. "Nós" acreditamos todos em si.
Claro que não estou contente.
Alguns poucos amigos, mas dos bons, estão agora em festa. Gosto que os amigos estejam felizes. A maior parte dos meus amigos estão tristes. Eu não.
VIVA O SPORTING !
Cheguei agora de Alvalade.
Confidenciaram-me, fonte mais que segura, que o resultado de hoje foi decidido, durante o intervalo, pela SAD do Sporting: por razões exclusivamente financeiras, não podíamos ganhar para não terem de ser pagos prémios de jogo.
Mais a sério, diria que SÓ PERDE UMA FINAL QUEM VAI A UMA FINAL !
As críticas (SAD/Treinador(?)/Jogadores) ficam para mais tarde e no local apropriado.
VIVA O MEU SPORTING CLUBE DE PORTUGAL !
Até que a morte nos separe.
...de las Fiestas de San Isidro 2005 de Madrid
Madrileños, madrileñas,
señoras y caballeros,
gigantes y cabezudos,
Isidros y forasteros,
ciudadanas, ciudadanos,
gatas, gatos corraleros,
mantoncitos de manila,
chulapos, organilleros,
maripepas, hilariones,
merengues y colchoneros,
(sin olvidar al Getafe
ni al Rayo que va subiendo):
escuchad lo que un farsante,
andaluz y madrileño,
viene a deciros con aire
de cuplé más que de verso.
Hoy pregono en esta villa
que fue corte y sigue siendo
a pesar de los pesares
cuna de un rubio heredero.
Aquí nacieron mis hijas,
aquí en mitad de un concierto,
comprendí que no era un bulo
aquel «de Madrid al cielo».
Rumanitas mal casadas,
balseritos caribeños,
candombe subsahariano,
polkita telón de acero,
mulatita ultramarina,
indios, moros, chinos, negros,
quiero decir, bienvenidos
a este Madrid tan moderno,
a este Madrid tan antiguo
con pasaporte europeo.
A la hora de la farra,
de corazón os deseo
que brindéis por San Isidro,
santito de los ateos
que camelando angelitos
se escaqueó del currelo.
Desde este balcón os pido
que paséis por un momento
del baranda y el marido,
del desamor y el dinero,
de Ubriques y de Pantojos,
de Rajoy, de Zapatero,
de los buenos y los malos,
del talante y del pateo,
(sin mentar a doña Espe
que conspira entre pañuelos
de seda con Gallardón por
ver quién levanta el vuelo).
Compañeritos de brega:
perdonad mi atrevimiento
de exigir buenas maneras
a oposición y gobierno.
Aunque nos den olimpíadas
y robóticos recreos
y parezca Babilonia
el foro siempre fue un pueblo
con glorietas, bulevares,
con tabernas y museos,
con niños en cada calle
y en cada balcón un tiesto
y en cada verbena un schotis
y en cada zaguán un beso.
Sin olvidar Santa Eugenia
ni el Pozo ni Atocha, el vello
del alma sigue de punta,
cuando estallan en mis sueños
los trenes de cercanías,
las vías del desconsuelo.
Coleguitas de la peña,
andaluces y extremeños,
gallegos, vascos, murcianos,
asturianos y manchegos,
cuando se acabe la fiesta
mejor que nos coja en cueros
jugando con la parienta
al más dulce de los juegos.
Bebed, bailad, disfrutad,
aplaudid a los toreros,
marcaos en las vistillas
el chispún de los abuelos,
subid a los coches locos
atropellando el invierno,
que corra el vino y la risa,
la amistad y el cachondeo,
enrollaos y pasaos,
por unos días al menos,
no sea que vuelva el tío Paco
con las rebajas de enero.
Huyan todas las tristezas,
las envidias y los celos,
colocaos, como dijo
aquel alcalde tan tierno,
trasnochad y no dejéis
de mover el esqueleto con
las Supremas de Móstoles,
con Revólver,
con Rosendo,
con el Womad, con zarzuelas,
que la música es, pal cuerpo,
el licor más exquisito,
el más sabroso alimento.
Madrileños de aluvión,
a gozar que ya habrá tiempo
de volver a la oficina,
a la hipoteca, al barbecho,
a la fábrica, a la lluvia,
a la familia, al colegio.
Y, puestos a desear,
quiero deciros
que quiero
para vosotros un mundo
más cómplice y más fraterno,
más solidario y feliz,
tabernario y nocherniego,
cachondo y despreocupado
de prejuicios y complejos
y una vida que sea vida
a la medida del pueblo.
Y me despido que es hora
de bailes y no de versos,
madrileños, madrileñas,
de tan cerca y de tan lejos,
enanos, grandes, medianos,
calvos con chupa de cuero,
punkis, raperos, castizos,
carrozas, pijos, roqueros,
acompañadme en el grito
que se me escapa del pecho
¡Viva la gente del foro!
¡Vivan las fiestas del pueblo!
(Joaquín Sabina, 13 de Mayo de 2005)
E este é dos bons.
Lá onde já estão, entre outros, o Travassos, o José Águas, o Pavão, o Damas e o Yazalde, chega mais uma "estrela": o João Manuel.
DESCANSA EM PAZ, GRANDE CAMPEÃO !
A procura dum caracoli...
Tava eu tirando moncos
lá da cana do nariz
quanto fazia uma mija
assim tipo chafariz
Tinha a bexiga tã chêia
que fiquê lá uma hora
quando me assomê em volta
tinha ido tudo embora
Sacudi o coiso e tal
enquanto coçava a bilha
de tal manêra atascado
que o entalê na braguilha
Tirê as botas do lodo
que fizera na mijada
sacudi tamém as calças
sempre com ela entalada
Pedi ajuda à Ti micas
que cerca dali morava
mas depilou-me os tomates
a força com que a puxava
Ensanguentado na pila
fui aos tombos pelo monti
vomitando quasi as tripas
nã sêi se queres que te conti
Como comera dôs pães de quilo e um garrafão
p'rajudar a empurrare
na admira que tivesse
três horas a vomitare
Detê-me na palha fresca
para ver se descansava
enterrê-me logo em bosta
de uma vaca que passava
E foi assim que essa tarde
conheci um caracoli
os dois deitados na palha
com os cornos a secare ao soli
Um partido com as responsabilidades que o PCP tem na sociedade portuguesa não deve, no seu orgão oficial, tecer as mais variadas referências elogiosas a Estaline.
A reabilitação de um dos maiores criminosos da História não credibiliza o PCP; a importância da URSS no desenlace da II Grande Guerra não pode servir de alibi.
O desenvolvimento da democracia só poderá referir-se a ditadores como exemplos de caminhos a não trilhar.
Há culpados, claro que há culpados, a postura não foi a melhor.
Mas isso agora não interessa, o importante é a concentração máxima para tentar vencer uma Taça Europeia.
O que vi no Marquês de Pombal pareceu-me algo precipitado. Vamos ver.
FORÇA SPORTING ALLEZ !
É mesmo a última a morrer.
Qualquer que seja o resultado, é bom pensar que a vida continua depois das 21 horas e 45 minutos de hoje.
FORÇA SPORTING ALLEZ !
"- Preciso abater 2000 sobreiros...
- Já falaste com o teu Banco?
- Não, falei com o teu! "
No outro dia, quando me ia deitar, notei que havia pessoas dentro da minha garagem, a roubar coisas. Liguei para a polícia, mas disseram-me que não havia ninguém por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível. Eu desliguei.
Um minuto depois liguei de novo:
- Olá - disse eu - Eu liguei há bocado porque estavam pessoas na minha garagem. Já não é preciso virem depressa, porque eu matei-os.
Passados alguns minutos, estavam meia dúzia de carros da polícia na área, uma ambulância e uma unidade do Inem. Eles apanharam os ladrões em flagrante.
Um dos polícias disse:
- Pensei que tivesse dito que os tinha morto!
Ao que eu respondi:
- Pensei que me tivesse dito que não havia ninguém disponível.
Ou é por ser uma dama ?
A "Belinha do Pinhal" vale mais que o "Valentão" (mais que provável ministro-sombra do PS com D para a aérea do Desport) e que o "Cesaltino" (futuro embaixador na Suiça) ?
As ondas andam revoltas e o "meia leca" mais conhecido do bodyboard luso balança.
...e chorei e chorei de enorme emoção.
Pois, pouco mais a dizer.
Se, por um qualquer acaso, eu não fosse do Sporting, GOSTARIA MUITO DE SER DO SPORTING !
Se um dia for apanhado a mudar o pneu ou coisa do género sem o colete diga sempre que não o tem, mesmo que o tenha consigo. É que a multa por não ter o colete é de 60 euros. A multa por não o utilizar, tendo-o, ascende a 120 euros.
Há já algumas semanas que circula pela blogosfera, tendo agora chegado aqui ao Sintra Gare. Através do bom amigo Vicktor, notável artesão da Oficina das Ideias e um homem a quem só reconheço qualidades. Se a vida tivesse dado outras voltas, imaginemos que este tipo podia ter sido meu pai. Gostaria eu? Claro que sim.
Ao escolher o Sintra Gare, escreveu este bom amigo: " Ao meu querido amigo Pedro, do Sintra-Gare, responsável primeiro pela existência da Oficina das Ideias, ainda na forma de “cadernos pretos” da Âmbar. Amigo do coração, homem justo, marido e pai extremoso. Um Homem completo, que além do mais é apreciador de “um com gelo” no British Bar".
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Bom, confesso que nunca hei-de conseguir queimar livros e quanto a Bombeiros, as nossas relações não têm sido as melhores. O livro que quereria ser, diria apenas que gostaria de ser um livro de reclamações. As pessoas têm que manifestar a sua indignação, porque o tempo que passa é cada vez mais um tempo de reclamar. Faz-nos falta «...agitar a malta...», pois andamos cada vez mais a comer «...o pão que sabe a merda...». Saudoso Zeca, a falta que sinto em me (nos) fazeres tanta falta.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Já, muitas vezes. Numa fase da minha vida, os "garanhões" idealizados por Henry Miller naquela vida louca especialmente em Paris. Mais recentemente, os "guerrilheiros" do chileno Luis Sepulveda. Nos tempos actuais, aumenta enormemente a minha vontade de lutar e exterminar os filhos da puta. Sejam eles de direita ou, pelo contrário (pelo contrário?), apregoem-se eles de esquerda. Um filho da puta é sempre um filho da puta. Nos Governos, nas oposições, nas escolas, nas empresas, na Casa Branca, em Havana, no Vaticano.
Qual foi o último livro que compraste?
A misteriosa chama da Rainha Luana, de Umberto Eco, cujo texto da contracapa me entusiasmou. Trata-se da história de um homem que teve um AVC que lhe fez perder a memória; não reconhece ninguém e refugia-se na sua casa de campo onde, lentamente, vai lendo os livros e observando as ilustrações de quando era criança. Paulatinamente, entre muitos outros, vão desfilando Mussolini, Salgari, Flash Gordon, o fascismo, a Resistência, o amor. Deve ser fascinante.
Qual o último livro que leste?
Os Gémeos de Black Hill, de Bruce Chatwin. Leitura empolgante, as habituais descrições pormenorizadas da fauna e flora, as relações humanas, a miséria, as famílias, o trabalho, a ganância, o País de Gales. Este ano já li do mesmo autor, o imprescindível "Na Patagónia" e o não menos interessante "O canto nómada". Bruce Chatwin foi o viajante que eu nunca virei a ser e usa os Moleskines, vício que também pratico.
Que livro estás a ler?
Diário Flagrante, de Fernando Alves dos Santos. Foi um poeta do Surrealismo juntamente com, por exemplo, Mário Henrique Leiria, António Maria Lisboa e Mário Cesariny. Não sou um habitual leitor de poesia, fico-me amiúde e apenas pelo Sérgio Godinho e pelo Jorge Palma, mas como conheço e gosto muito da viúva, estou com muito interesse em ler. Os últimos anos do Poeta foram passados aqui em Mem Martins. Foi um resistente, um tipo quase sempre perseguido pela PIDE, essa sinistra instituição cuja história parece que não nos querem dar a conhecer mais aprofundadamente. Talvez estejam mais interessados em que só saibamos a história do TIDE. Percebes, sempre fica a coisa mais branqueada, sem nódoas, não se apontam nomes.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Papillon, de Henri Charriere, edição Bertrand – Este funcionaria fundamentalmente como um manual de fuga. Afinal de contas, que crime cometi para vir parar a uma ilha deserta ?
Ensaio sobre a Lucidez, de José Saramago, edição Caminho – Apesar de não ser um saramaguiano convicto, destaco esta obra pelo enredo criado. Numa ilha deserta, era bom saber que não tinha nas imediações um primeiro ministro como Lopes, um ministro da Defesa como Portas, um Presidente da Câmara como Lopes (será o mesmo que indiquei como primeiro ministro'?).
As aventuras de Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, edição Público – Seria uma espécie de manual de sobrevivência e funcionaria muitas vezes como o meu Pantagruel.
Estórias de Alvalade, de Luis Miguel Pereira, edição Prime Books –.Glórias, glórias e mais glórias. Curioso também pelofacto de muitas delas terem por mim sido vividas. Lá. Só eu sei porque não fico em casa.
Livro Diário-Razão-Balancete, edição Rei dos Livros – Curiosamente, não registava unidades monetárias, mas apenas datas e factos da minha vida até ter vindo parar à minha ilha deserta. Depois, cada facto conforme a sua valoração afectiva seria classificado como débito ou como crédito.
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Ao meu amigo e compañero João Tunes, do Água Lisa, uma referência para mim em termos de postura perante o trabalho e a vida. Gostava de saber escrever como ele mas esse dom só reconheço também nos meus amigos Jorge Afonso e Manuel Lourenço e no escritor Luis de Sttau Monteiro.
Ao meu amigo e consócio João Carvalho Fernandes, do Fumaças, um tipo com classe. Classe pura. Nos gostos e na forma de encarar as pessoas e o País.
Ao companheiro da blogosfera Francisco, do Aviz, que não conheço pessoalmente, mas de quem sou um grande admirador. A sua última obra, "Longe de Manaus" é um livro fabuloso.