Amanhã comemora-se o primeiro aniversário aqui da casa. Pobrezita mas honrada.
Também será o dia do Pai. Do meu Pai.
FELIZ ANIVERSÁRIO, PAI !
Primeiro, a libertação de Raul Rivero. Logo após, a queda de Santana.
A minha festa hoje podia ser bonita, pá.
Contudo, a não passagem a efectiva de uma colega marcou-me este final de dia. Curiosamente, a mesma colega para quem transferiram, no princípio do mês, todo o trabalho de uma chefia que saiu. Um mês depois, RUA. Dizem-me que "é o pão nosso de cada dia". Seja. Mas tenho o direito de estar revoltado. Quando na Petrogal se respirava um ar saudável, isto nunca aconteceria.
Já estragaram a minha festa, pá !
O novo Jorge Palma é simplesmente fabuloso.
Ora tomem lá "um cheirinho":
Valsa dum homem carente
Se alguma vez te parecer
ouvir coisas sem sentido
não ligues, sou eu a dizer
que quero ficar contigo
e apenas obedeço
com as artes que conheço
ao princípio activo
que rege desde o começo
e mantém o mundo vivo
Se alguma vez me vires fazer
figuras teatrais
dignas dum palhaço pobre
sou eu a dançar a mais nobre
das danças nupciais
vê minhas plumas cardeais
em todo o seu esplendor
sou eu, sou eu, nem mais
a suplicar o teu amor
É a dança mais pungente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente
mão atrás e outra à frente
valsa de um homem carente
...respeitosamente perante a memória de um grande Homem.
Um aristocrata da Esquerda.
ATÉ SEMPRE, DR. FERNANDO VALLE !
Fim de festa ou começo da democracia ?
Eu vim de longe
Quando o avião aqui chegou
quando o mês de Maio começou
eu olhei para ti
então entendi
foi um sonho mau que já passou
foi um mau bocado que acabou
Tinha esta viola numa mão
uma flor vermelha n'outra mão
tinha um grande amor
marcado pela dor
e quando a fronteira me abraçou
foi esta bagagem que encontrou
Eu vim de longe
de muito longe
o que eu andei p'ra'qui chegar
Eu vou p'ra longe
p'ra muito longe
onde nos vamos encontrar
com o que temos p'ra nos dar
E então olhei à minha volta
vi tanta esperança andar à solta
que não exitei
e os hinos cantei
foram feitos do meu coração
feitos de alegria e de paixão
Quando a nossa festa s'estragou
e o mês de Novembro se vingou
eu olhei p'ra ti
e então entendi
foi um sonho lindo que acabou
houve aqui alguém que se enganou
Tinha esta viola numa mão
coisas começadas noutra mão
tinha um grande amor
marcado pela dor
e quando a espingarda se virou
foi p'ra esta força que apontou
(José Mário Branco)
...da Cecilia.
PARABÉNS, AMIGA !
Hoje, lá em casa, a numeração dos canais televisivos inicia-se em dois.
Não vá o diacho do aparelho estragar-se.
LIVRA !
Senhor Comissário da Agricultura,
O meu amigo Robert, que vive na Bretanha, recebeu um cheque de 100.000 EUR da UE para não criar porcos estes ano. Por essa razão eu estou a pensar entrar no programa de não criação de porcos no próximo ano. O que eu gostaria de saber era qual é a melhor quinta possível para não criar porcos e também qual a melhor raça a não criar. Gostaria de não-criar Javalis, mas se eles não forem uma boa raça para não criar, fico igualmente satisfeito se puder não criar uns Landrace ou uns Large White. O trabalho pior neste programa parece-me ser manter um inventário preciso do número de porcos que não criámos. O meu amigo Robert está muito entusiasmado quanto ao futuro do seu negócio. Criou porcos durante mais de 20 anos e o máximo que tinha conseguido ganhar foram uns 35.000 EUR em 1978... até este ano, que recebeu o tal cheque de 100.000 EUR para a não criação de porcos. Se eu posso receber um cheque de 100.000 EUR para não criar 50 porcos, então receberei 200.000 EUR por não criar 100 porcos, etc?
Proponho-me começar por baixo para depois chegar a não criar uns 5000 porcos, o que significa que receberei um cheque de 10.000.000 EUR para poder comprar um iate e para outras necessidades urgentes. Mas há outra coisa: os 5000 porcos que eu não criarei deixarão de comer os 100.000 sacos de milho que lhe estão destinados. Entendo, portanto, que irão pagar aos agricultores para não produzir esse milho. Isto é: receberei alguma coisa para não-produzir 100.000 sacos de milho que não alimentarão os 5000 porcos que não criarei? Pretendia começar o mais cedo possível, porque parece que esta altura do ano é a mais propícia à não criação de porcos.
Com os melhores cumprimentos,
PS: Mesmo estando implicado no programa poderei criar uns 10 ou 12 porcos para ter algum presuntito para dar à família?
(Tradução de uma carta-VERDADEIRA!- recebida recentemente pelo Comissário Europeu da Agricultura)
Eu amo este tema.
Ora vamos lá confirmar se sabem a letra toda.
Elis Regina - Romaria
E de sonho e de pó
O destino de um só
feito eu perdido em pensamento
sobre o meu cavalo
É de laço e de nó
De gibeira ou jiló
Dessa vida cumprida a sol
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
meus irmãos perderam-se na vida
a custa de aventuras
Descasei, joguei
investi, desisti
Se há sorte eu não sei nunca vi.
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Me disseram porém
que eu viesse aqui
pra pedir em romaria e prece
Paz nos desaventos
Como não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Sou caipira pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida
Fabulosos os posts, vinte e sete no total, que o meu amigo João colocou no Água Lisa (link).
OLÉ !
Foi um sonho mau que não passou, houve aqui alguém que se enganou.
VIVA GERONIMO !
Este meu escritório também é um local de trabalho. Estou a fumar. Gosto.
Há algo de mágico nesta minha relação com o assassino.
Prevaricar por aqui..........
Quem 60 ao teu lado e não 70 por mais ninguém, vai certamente rezar 1/3 para arranjar 1/2 de te levar para 1/4 e dizer-te:
20 COMER !
A obsessão de colocar um post diário leva-me muitas vezes a colocar textos que recebo por e-mail e sobre os quais faço apenas “uma leitura na diagonal”. Daí o infeliz post “E SE…”. O ódio a Sharon não justifica tudo. As minhas humildes desculpas. Estou envergonhado. Pela primeira vez, apagarei um post.
VIVA O POVO DE ISRAEL !
De pequenino
de muito pequenino
se torce o destino
se torce o destino.
Primeiro sem saber porquê
e depois com um quê
de quem já sabe de saber mudar
de quem já sabe de saber fazer
uma outra terra no mesmo lugar
um lugar feito para a gente viver
e mesmo que seja longo
mesmo que vá demorar
De pequenino
de muito pequenino
se torce o destino
se torce o destino
(Sérgio Godinho)
António.
O recente reaparecimento de Guterres trouxe-me de novo à memória aquela velha quadra que o meu pai me ensinou e que, na altura, era dedicada a Cerejeira e Salazar. Ao longo dos tempos há sempre um ou mais António(s) para simbolizar o nosso descontentamento. Cá vai a quadrinha:
Lisboa cidade santa
de dois Antónios desfruta
um é filho da Sé
e o outro…não é.
Em situações extremas é que conhecemos as nossas próprias fraquezas. Apenas uma pergunta. Responde com sinceridade e poderás auto-avaliar os teus princípios morais. É rápido, não tomará o teu tempo. Trata-se de uma situação imaginária, porém deves decidir o que farias. Isto dá-nos que pensar.Estás em Lisboa, no meio do caos dos terríveis momentos de enchentes que ocorrem em épocas de chuvas mais intensas. És repórter fotográfico, trabalhas para a "Visão" e estás a tirar as fotos de maior impacto. De repente, vês Santana Lopes num Jeep, lutando desesperadamente para não ser arrastado pela corrente, lodo e pedras. No entanto, acaba por ser arrastado e tens a oportunidade de o resgatar ou tirares a fotografia vencedora do Prémio Pulitzer, que daria a volta ao mundo por mostrar a morte de tão famosa personagem.
Baseado nos teus princípios éticos e morais e na fraternidade e solidariedade humana, responde sinceramente:
Farias a foto a preto e branco ou a cores?
Intriga-me o facto de os portugueses darem tanta importância a este dia e esquecerem as mais elementares regras da higiene.
Centros comerciais, paragens de autocarro, estações de comboio, por todo o lado se constata hoje uma profusão de cascas de castanha e copos brancos de plástico onde repousam algumas gotas de água pé.
Que raio, que raça (como diria a minha Avó Celeste) de gente é esta que só se lembra de incluir na sua dieta a castanha durante vinte e quatro horas por ano ?
No entanto, apraz-me registar o convívio em torno da castanha e da água pé, nesta sociedade cada vez mais afastada dos prazeres colectivos.
Porém, o meu S. Martinho é sempre uma data triste.
Em 1976 tive o meu primeiro contacto com a morte.
Efectivamente, com os meus treze anos, perdi o primeiro familiar próximo, o meu avô Manuel, enfermeiro dos Hospitais Civis, que fez a maior parte da sua carreira na cadeia de Monsanto.
Foi uma sensação de perda tão forte que posso afirmar, sem exagero, que foi a morte que até hoje mais me marcou.
O meu avô, e cito o Mário Zambujal, era um «bom malandro».
Não resisto a contar, resumidamente, uma história que se terá passado nos anos 40 no Caramão da Ajuda, local onde a família habitava na altura.
O senhor Chorão, era este o apelido do meu avô, decidiu vender uma banheira. Vai daí, coloca-a no quintal, com um letreiro de "VENDO".
Em poucas horas, um vizinho invejoso, há sempre muitos invejosos nos bairros de Lisboa, fez queixa à Guarda, instituição a que hoje chamamos GNR e que na altura todos os seus membros, é quase certo, desconheciam por completo a existência de uma nação chamada Iraque.
O Malaquias, assim se chamava o guarda da Guarda, pára em frente da casa do Chorãoe bate à porta.
A minha avó Maria, ao perceber que o Malaquias pretendia falar com o meu avô, vira-se para dentro de casa e e chama-o:
-Anda cá, Chorão, é o senhor Guarda Malaquias.
-Está bom, sôr (era do Fundão o meu avô) guarda?
-Oh senhor Chorão, então o senhor não sabe que não pode vender a banheira assim à porta de casa ?
-Vender a banheira, sôr guarda, mas quem é que quer vender a banheira?
-Senhor Chorão, mas está lá escrito VENDO.
-Pois está, sôr Guarda, é para as pessoas irem passando e irem vendo.
Escusado será dizer que zarparam os dois para a taberna mais próxima beber uns copos de três e, não tenho a certeza, comer castanhas.
Um abraço de saudade para o avô Chorão.
Vá lá, companheira(o)s, visitem o Dilemas e motivem a minha amiga.
Suas Excelências Primeiro-Ministro de Portugal e Ministra da Educação de Portugal,
Como certamente é do Vosso conhecimento, às 3H30 ( três horas e trinta minutos ) da madrugada do dia 21 ( vinte e um ) de Setembro deste ano de 2004 ( dois mil e quatro ), saiu uma lista de colocação de professores. Dessa lista constava o meu nome e a colocação que me foi atribuída, sendo eu colocado na escola de código 344862, código esse referente à escola EB 2,3 de Castro Marim. Vossas Excelências decerto compreenderão a extrema alegria que para mim significou essa colocação, pelo que foi com grande pesar que tomei conhecimento que, às 4H15 ( quatro horas e quinze minutos ) da mesma madrugada, a referida lista havia sido retirada e substituída por uma curta declaração que dava como inválido todo o processo que conduziu à sua publicação.
Dado que, ao contrário do que é continuamente afirmado pelos membros do Vosso Governo, a vida está verdadeiramente difícil, dado que não pertenço às centenas de pessoas que foram por Vós nomeadas para cargos na função pública e dado o facto de não acreditar que venha a beneficiar de uma reforma milionária como o Vosso companheiro do PSD Mira Amaral ( apesar de ter sete anos de serviço ao contrário dos dois anos que ele prestou na CGD ), venho por este meio solicitar que me seja pago o salário correspondente aos 45 ( quarenta e cinco ) minutos em que estive colocado na escola EB 2,3 de Castro Marim pois esse dinheiro bem falta me faz.
Mais acrescento que, se houver algum problema com o programa informático responsável pelo processamento dos vencimentos, manifesto a minha disponibilidade para me deslocar ao Ministério das Finanças para que possa receber manualmente o que me é devido.
Muito Respeitosamente
Um Professor do 11º Grupo B
PS - Dado o facto de ter usado nesta missiva palavras ou expressões cujo significado vos possa ser estranho, elaborei um glossário que segue em anexo a esta carta. Desse glossário constam as palavras em Itálico.
Glossário
11º Grupo B - Grupo disciplinar constituído pelos professores que leccionam Biologia e Geologia ao 3º ciclo do Ensino Básico e ao Ensino Secundário.
Biologia - Ciência que estuda os seres vivos, os seus processos e as suas características.
Geologia - Ciência que estuda a matéria mineral, os seus processos e as suas características.
Matéria Mineral - Matéria que não apresenta as características dos seres vivos. A matéria mineral caracteriza-se, entre outras coisas, pela completa ausência de inteligência ou de sentimentos, mesmo nas suas formas mais primárias. Um pequeno esclarecimento, apesar de todas as evidências nesse sentido, nem o actual nem a antiga Ministra das Finanças se enquadram nesta definição.
Ensino Básico - Por muito estranho que Vos possa parecer, não está relacionado com o ensino das bases que neutralizam os ácidos. O ensino básico corresponde aos nove anos de escolaridade obrigatória em que são ministrados os saberes e desenvolvidas as competências consideradas como essenciais para o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos.
Ensino Secundário - Ensino de cariz mais técnico e específico que tem como função preparar os jovens para o seguimento dos estudos a nível universitário, ou para a sua inclusão numa via profissionalizante.
Professor - Pessoa que ensina algo a alguém. Profissão bastante considerada e respeitada nas sociedades desenvolvidas. Não confundir com a realidade Portuguesa em que o professor é um nómada sem direito a estabilidade profissional, reconhecimento social nem salário condizente com o seu estatuto.
Escola - Local onde é ministrado o saber e as competências essenciais ao correcto desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que as escolas são armazéns de miúdos onde professores e auxiliares de acção educativa têm que cuidar dos filhos dos papás, quando estes pensam que se educa uma criança enchendo-a de consolas, playstations, telemóveis de último modelo e roupas de marca.
Auxiliares de Acção Educativa - Profissionais que, nas escolas, auxiliam os professores na sua tarefa de formar pessoal, social e humanamente os alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que os auxiliares de acção educativa são pessoas sem formação específica que, com contratos precários, salários miseráveis e diminutas hipóteses de progressão na carreira, lavam escadas, limpam casas de banho e cortam a relva das escolas.
EB 2,3 - Escolas que ministram os segundo e terceiro ciclos do ensino básico.
Reforma - Aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses recebe depois de 35 anos de serviço ou 60 anos de idade. Excepção feita à Vossa gloriosa casta.
PSD - Também referido por alguns como PPD/PSD. Agência de empregos especializada em colocar as pessoas certas nos lugares errados e nos momentos mais inoportunos, como aliás se pode notar no Vosso caso.
Programa Informático - Software criado por técnicos especializados que, normalmente, é testado antes de adquirido. Quando manuseado por pessoas devidamente formadas para o efeito é bastante prático e poupa muito trabalho.
Manualmente - Com recurso à mão.
PS - Post Scriptum. É uma expressão latina que significa " depois do que está escrito ". Não confundir com P.S. ( Partido Socialista ) que, apesar de não se notar, é o maior partido da oposição.
Alguns jornais garantem que, no orçamento de Estado para 2005, o Governo vai cortar na educação e vai investir mais na defesa.
Ou seja, a boa notícia é que vamos ter submarinos e helicópteros novos em folha.
A má notícia é que vamos continuar a ter alunos universitários a escrever élicoptero e subemarino.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...) Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...) Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria. A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"
(Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896)
Fraterno, leal e solidário.
Conheço um tipo assim. Sou amigo dele e ele retribui. Faz o favor de ser meu amigo.
FORÇA, COMPANHEIRO !
...é sábado. Pai e marido a tempo inteiro. Lebre com feijão branco acompanhada de Monte Velho tinto 2003. Matemática e Língua Portuguesa do 2.º ano. A felicidade, quantas e quantas vezes, constroi-se afinal com coisas tão simples.
A vida é mesmo feita de pequenos nadas.
(P.S. Continua a valer a pena o euro pelo DN de sábado; apesar de tudo, a Grande Reportagem continua a ser uma boa revista)
Um imprescindível. Uma referência. Um amigo.
Para mim, é com ÁGUA LISA.
Um abraço, senhor comandante.
Casa branca em frente ao mar enorme,
Com o teu jardim de areia e flocos marinhas
E o teu silêncio intacto em que dorme
O milagre das coisas que eram minhas.
A ti eu voltarei após o incerto
Calor de tantos gestos recebidos
Passados os tumultos e o deserto
Beijados os fantasmas, percorridos
Os murmúrios da terra indefinida.
Em ti renascerei num mundo meu
E a redenção virá nas tuas linhas
Onde nenhuma coisa se perdeu
Do milagre das coisas que eram minhas.
(Sophia de Mello Breyner Andresen, in Poesia I (1944))
Todos o dias te vejo
Todas as noites te quero
Eu vou procurando
Um sinal em ti
Que me faça rir
Eu espero e nunca mais vem
Vou tirando fotocópias
E vou pensando em ti
Vou adivinhando
Todos desejos
E todos os beijos
Que temos para trocar
De tanto querer
De tanto gostar
De tanto te amar
Tenho medo de te perder
Ai se ele cai
Vai-se partir
Meu coração
Vai-se partir
Todos os dias te tenho
Todas as noites te abraço
Vou aproveitando
Tudo o que tu tens
Tudo o que me dás
Nem consigo acreditar
Meu amor, se isto é só um sonho bom
Eu não quero acordar
De tanto querer
De tanto gostar
De tanto te amar
Eu não te quero perder
(Xutos e Pontapés)
Uma maluca a cedilha. Nada mais faz na vida senão meter-se debaixo do c.
Galdéria !