agosto 31, 2004

UM ADEUS

...que penso ser provisório.

Vou para Altura até dia 15.

Aqui ou noutro sítio qualquer, A GENTE VAI CONTINUAR.

Façam o favor de serem felizes.

Publicado por Killer Sentimental em 02:22 PM | Comentários (1)

agosto 28, 2004

O ARRANQUE

Começa hoje o Campeonato.

Faço votos para que Liedson ou Pinilla, possam ser designados no final como os goleadores do campeão.

E já agora que o Belém fique nos quatro primeiros.

Publicado por Killer Sentimental em 06:33 PM | Comentários (2)

agosto 27, 2004

UNA CANCIÓN PARA LA MAGDALENA

Si, a media noche, por la carretera
que te conté,
detrás de una gasolinera
donde llené,
te hacen un guiño unas bombillas
azules, rojas y amarillas,
pórtate bien
y frena.
Y, si la Magdalena
pide un trago,
tú la invitas a cien
que yo los pago.
Acércate a su puerta y llama
si te mueres de sed,
si ya no juegas a las damas
ni con tu mujer.
Sólo te pido que me escribas,
contándome si sigue viva
la virgen del pecado,
la novia de la flor de la saliva,
el sexo con amor de los casados.
Dueña de un corazón,
tan cinco estrellas,
que, hasta el hijo de un Dios,
una vez que la vio,
se fue con ella.
Y nunca le cobró
la Magdalena.
Si estás más solo que la luna,
déjate convencer,
brindando a mi salud, con una
que yo me sé.
Y, cuando suban las bebidas,
el doble de lo que te pida
dale por sus favores,
que, en casa de María de Magdala,
las malas compañías son las mejores.
Si llevas grasa en la guantera
u un alma que perder,
aparca, junto a sus caderas
de leche y miel.
Entre dos curvas redentoras
la más prohibida de las frutas
te espera hasta la aurora,
la más señora de todas las putas,
la más puta de todas las señoras.
Con ese corazón,
tan cinco estrellas,
que, hasta el hijo de un Dios,
una vez que la vio,
se fue con ella,
Y nunca le cobró
la Magdalena.

(Joaquin Sabina)

Publicado por Killer Sentimental em 05:57 PM | Comentários (0)

agosto 26, 2004

ASSASSINO

O Supremo Tribunal do Chile decidiu hoje levantar a imunidade a Augusto Pinochet.

Trata-se de uma decisão que há muito tardava.

TUDO AQUI.

(o comentário do António que, aliás, não conheço: "...O caso Pinochet merece reflexão. Não pelo facto de (justamente) ser levado perante a Justiça pelos crimes cometidos sob a sua ditadura, mas pelo facto de não existir a mesma "bitola" face a outros ditadores e a idênticas situações de perseguição, assassínio e repressão. Com efeito, o que sucedeu aos governantes dos ex-países de Leste, responsáveis pela repressão e morte de milhares de opositores ao comunismo durante anos a fio?... Alguém foi julgado e condenado?... E o que sucede em Cuba, sob a tremenda ditadura de Castro, onde não existem eleições livres, não existe liberdade de expressão e as prisões estão cheias de dissidentes?... Alguma vez Castro será julgado e condenado pelos seus crimes?...

A diferença fundamental está na manipulação da opinião púiblica: porque as manifestações de rua e as campanhas deste tipo são, como todos sabemos, quase sempre conduzidas ou dominadas por forças ligadas a partidos comunistas. Não havendo manifestações de rua e protestos públicos (e não existirão, no caso das situações de repressão em países sob ditadura comunista)parece não existir "caso" a merecer atenção.

Pinochet foi um ditador brutal, sem dúvida alguma. Merece (sublinho) ser julgado e condenado. Mas aqueles que apenas olham, hipocritamente, para Pinochet, são os mesmos que esquecem os mortos, os perseguidos, os "desaparecidos", etc, em regimes como os de Cuba ou da Coreia do Norte, que acontecem neste preciso momento. E que não protestam nas ruas nem exigem justiça porque colocam as suas conveniências ideológicas acima de uma real situação de repressão e crime.

Pinochet foi um ditador. Pois foi. E Fidel?... Não é?..." )

Publicado por Killer Sentimental em 07:10 PM | Comentários (1)

agosto 25, 2004

POEMA DESTINADO A HAVER DOMINGO

Bastam-me as cinco pontas de uma estrela
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.

Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.

Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.

Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre

Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o Amor por fim tenha recreio.

(Natália Correia)

Publicado por Killer Sentimental em 06:45 PM | Comentários (0)

agosto 24, 2004

SÃO MUROS. AMBOS.

O da vergonha do século XX, na extraordinária estória de Harmut Richter e da vergonha dos nossos dias, curiosamente ou não, defendido por William Kristol.

São muros. Ambos.

Vergonhas.

Publicado por Killer Sentimental em 12:12 AM | Comentários (1)

agosto 23, 2004

A AURORA

A aurora de Nova Iorque tem
Quatro colunas de lodo
E um furacão de pombas
Que explode as águas podres.

A aurora de Nova lorque geme
Nas vastas escadarias
A buscar entre as arestas
Angústias indefinidas.

A aurora chega e ninguém em sua boca a recebe
Porque ali a esperança nem a manhã são possíveis.
E as moedas, como enxames,
Devoram recém-nascidos.

Os que primeiro se erguem, em seus ossos adivinham:
Não haverá paraíso nem amores desfolhados;
Só números, leis e o lodo
De tanto esforço baldado.

A barulheira das ruas sepulta a luz na cidade
E as pessoas pelos bairros vão cambaleando insones
Como se houvessem saído
De um naufrágio de sangue.

(F.G. Lorca / Raimundo Fagner / Ferreira Gullar)


Publicado por Killer Sentimental em 06:51 PM | Comentários (1)

agosto 22, 2004

DUPLA PRATA

Primeiro o povo, agora a imigração.

Ciclista e atleta, os nossos orgulhos.

Eu nunca vi Pátria assim, PEQUENA E COM TANTOS FEITOS !

Publicado por Killer Sentimental em 10:06 PM | Comentários (0)

agosto 20, 2004

PÁTRIA

Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro

Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Do longo relatório irrecusável

E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas

- Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro

Me dói a lua me soluça o mar
E o exílio se inscreve em pleno tempo.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Publicado por Killer Sentimental em 06:00 PM | Comentários (1)

agosto 19, 2004

FRACO MAS FORTE

Nada na mão
algo na v'rilha
remancho as noites
e troto os dias
entre tabaco
viris bebidas
fraco mas forte
de muitas vidas
(que eu já dormi
co'as duas mães
e as duas filhas
que vão à missa
com três mantilhas)

Nada na mão
algo na v'rilha
sofro comigo
luta intestina
(ao bem ao mal
a mesma alpista)
bebo contigo
cerveja uísqui
p'ra que se veja
mais rubra a crista

Nada na mão
algo na v'rilha
encontro a morte
no meio da vida
morte bonita
nada aflita
(ou é da minha
tão fraca vista?)
e tenho sorte

Nada na mão
algo na v'rilha
invisto contra
o zero puro
da minha vida

e duro, duro!

(Alexandre O'Neill)

Publicado por Killer Sentimental em 11:16 PM | Comentários (0)

PUM PUM PUM

Álvaro Barreto e a Sonae, Bagão Félix e o BCP, Daniel Sanches e o BPN, Luís Filipe Pereira e os Mello, António Mexia e Maria João Silva e o Espirito Santo, Nobre Guedes e a APEMETA.

Facilmente se conclui que não será o a colher benefícios da actuação destes senhores.

FOGO NELES, PÁ !

Publicado por Killer Sentimental em 10:56 PM | Comentários (0)

agosto 18, 2004

BUTIQUIM

É ... Butiquim é mesmo um templo onde os solitários se sentem bem acompanhados com seus copos, pensando..., pensando... Nada melhor do que um amigo de boteco, porque eles não se visitam nas casas e nem pedem dinheiro emprestado. Só falam de mulher, de futebol, de samba e de política, sem discutir de forma tensa, visto que ninguém vai a um boteco pra esquentar a cabeça. Bom pra se fazer amizade, o bar é realmente um lugar sagrado onde um amigo quase oculto dá ótimas dicas para solução de problemas materiais e de ordem sentimental. Funciona também como um consultório democrático, onde ora se é paciente, ora se é analista. É um santuário descontraído, já que todo butiquim que se preza tem de ter imagens de santo, pois as mesas quase sempre se transformam em alegres confessionários. Nos tempos atuais, butiquim também é lugar de mulher.

(do site oficial de Martinho da Vila)

Publicado por Killer Sentimental em 12:52 PM | Comentários (0)

agosto 17, 2004

HÁ MUITO TEMPO

Passos descalços restolhando pela estrada de macadame
Pernas curtidas descrevendo arcos desengonçados
O destino incerto, a dúvida quente
O céu descoberto, o futuro longe
E o passado incapaz de conter a ambição imprudente

Há muito tempo, há muito tempo...
Demos tudo o que tivemos
Para agarrar o tempo

Teias de ferro fortificam a cidade industrial
Que se alimenta do suor dos corpos mecanizados
O aço temperado, a manufactura
O monstro acordado, o inconsciente activo
E ninguém sabe aonde irá desembocar a aventura

Há muito tempo, há muito tempo...
Nós passámos tanto tempo
Para estragar o tempo

Domingo à tarde, e o planeta está colado à televisão
O astronauta domestica a lua com gestos lentos
O mar entulhado, o céu mais cinzento
A publicidade, o perigo iminente
E a sensação da alma não acompanhar o movimento

Há muito tempo, há muito tempo...
Ninguém fica indiferente
Ao sabor do tempo
Ao sabor do tempo

(Jorge Palma)

Publicado por Killer Sentimental em 07:13 PM | Comentários (0)

agosto 10, 2004

NEFRETITE NÃO TINHA PAPEIRA

Nefretite não tinha papeira
Tuthankamon apetite
Já minha avó me dizia
Olha que a sopa arrefece

Nos funerais de antanho
As capicuas gritavam
E às escuras na cozinha
Já as galinhas dormiam

Manolo era o rei do fandango
Do fandaguilho picado
Maria se fores ao baile
Leva o casaco castanho

O rei João era dos tesos
Chamavam-lhe João dos Quintos
Lá na terra brasileira
Vinham quintais de Ouro Preto

Em suma a soma interessava
A quem interessa algum dia
De lingotes e pimentas
Ainda vamos ao fundo

Lá para o reino da Arábia
Havia amêndoas aos centos
Que grande rebaldaria
E a Palestina às escuras

Os Sheikes israelitas
Já que estou com a mão na massa
Lembram-me os Sheikes das fitas
Que dão porrada a quem passa

(José Afonso)

Publicado por Killer Sentimental em 07:20 PM | Comentários (1)

agosto 09, 2004

DAR UM TEMPO

É a expressão brasileira utilizada quando as relações estão num impasse.

Neste momento, a minha relação com o Sintra precisa de um tempo.

Assim:
1 - até 31 do corrente, este blog entra "em velocidade de cruzeiro" e

2 - de 1 a 15 de Setembro, zarparei para Altura.

A partir de 16 de Setembro, logo se verá.

Falta de tempo ? MUITA.

Inspiração ? NENHUMA.

Publicado por Killer Sentimental em 10:08 PM | Comentários (1)

agosto 06, 2004

ANSEIO POR...

...declarações de Francisco Louçã acerca da entrada de Diogo Freitas do Amaral na Galp.

Espero que a convergência na condenação da invasão do Iraque não deixe mudo Louçã.

Confio no Chico.

Publicado por Killer Sentimental em 11:35 PM | Comentários (1)

agosto 05, 2004

O LADRÃO

Basta-me um segundo
Saio porta fora
Quando o tribunal
Acordar a senhora

(e) vou ser eu quem conta
tudo ao sr. polícia
a acordar a esquadra
a trazer a milícia

A porta fechou-se
e ninguém lhe bateu
o senhor ladrão
nem sequer apareceu

Abriu-se a janela
veio o jardineiro
agarrou-se a ela
não sei que lhe deu

-Ah mas onde é que estão
as aldeias todas?
não veio o ladrão
já não há pessoas?

A porta fechou-se
e ninguém lhe bateu
o senhor ladrão
nem sequer apareceu

Oh Sr. Sinistro
tenha lá cuidado
que o melhor do mundo
é não ser enganado...

-Ah mas onde é que estão
as aldeias todas?
não veio o ladrão
já não há pessoas?

(Madredeus)

Publicado por Killer Sentimental em 07:52 PM | Comentários (0)

agosto 04, 2004

PERTURBAÇÕES

A instituição "cunha" perturba-me.
No local de trabalho ainda mais.
Já não escrevo mais hoje. Adeus.

Publicado por Killer Sentimental em 10:21 PM | Comentários (0)

agosto 03, 2004

ENCANTADO

Quando os presentes transportam consigo doses cavalares de encanto, não há locais desencantados. Até esta data, o campo do Palmense era apenas o local onde há vezes comia uns bons grelhados e bebia uns belos copos. As cerca de duas horas de hoje, entre as 19 e as 21, transformaram-no também num local encantado. Povoado de gente sincera, da melhor gente que conheço. Como diria o Poeta "...o que pensa e o que sente a gente certa...". Curiosamente, ouvi este tema sublime na versão da Mafalda Arnauth, quando regressava a casa. Eu estive com a gente certa.

Obrigado Ana Bela, Suzana, Cecilia, Graça, Zulmira, Paula, Joaquina e Manuel !

Publicado por Killer Sentimental em 11:25 PM | Comentários (2)

agosto 02, 2004

ZECA - 75 ANOS

As palavras armazenam-se como torrões maduros
são flexíveis à memória são marinheiros em terra
acontece dizer:levantem-se e caminhem.

Mas quem somos e que hábito envergamos ?

As palavras entontecem
quando dispersas levantam rumos vários.

(Zeca Afonso)

Publicado por Killer Sentimental em 10:06 PM | Comentários (0)