março 30, 2004

PARABÉNS, SUZANA !

Porque há um cheiro intenso a Alecrim?
Porque brota de dentro de mim?
Porque sim!

Publicado por Killer Sentimental em 11:06 PM | Comentários (0)

NATAÇÃO OBRIGATÓRIA

Viemos do fundapique
passámos no tudasaque
não há mal que mal nos fique
nem há cu que não dê traque
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo

Andámos no malsalgado
brigámos no daceleste
e o escorbuto mal curado
com tratamento indigesto
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo

[refrão=]
Natação obrigatória
na introdução à instrução primária
natação obrigatória
para a salvação é condição necessária
não há cu que não dê traque
não há cu que não dê traque
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo

Pusemos a cachimónia
em papas de sarrabulho
e quando as noites são de insónia
damos voltas ao entulho
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo

Aprendizes da política
só na tática do "empocha"
vem a tempestade mítica
e s cabeça dá na rocha
mal a gente vem ao mundo
logo a gente vai ao fundo

(Banda do Casaco)

Publicado por Killer Sentimental em 10:52 PM | Comentários (0)

março 28, 2004

BRAVA DANÇA DOS HERÓIS

A selecção nacional de râguebi conquistou o Torneio das Seis Nações B. Afinal, também somos bons neste desporto de brutos, jogado por cavalheiros.

CAMPEÕES, CAMPEÕES, NÓS SOMOS CAMPEÕES !

Publicado por Killer Sentimental em 11:03 PM | Comentários (0)

OBRIGADO, SENHOR !

Robert Johnson foi um dos "monstros sagrados" do Blues, uma autêntica legenda.
"God" Eric Clapton tributa-lhe merecida homenagem através de catorze temas fundamentais.
"Me and Mr. Johnson" é um trabalho fundamental.
Arrisco mesmo, vai ser um dos discos do ano.

Publicado por Killer Sentimental em 11:01 PM | Comentários (0)

março 26, 2004

DIA DAS VERDADES

É já na próxima quinta feira, 12,30 horas, na Portugália do Colombo.
Almoço com o Vicktor.
Estão convidados João & João.
Grande abraço para o trio compañero.

Publicado por Killer Sentimental em 11:32 PM | Comentários (2)

...UMA SALVA DE PALMAS!

Para o menino FUMAÇAS !
Bom gosto, saber, educação e seriedade.
Eis o João Carvalho Fernandes.

Publicado por Killer Sentimental em 11:27 PM | Comentários (0)

março 25, 2004

VELHOS SÃO OS TRAPOS

O homem não pára, qual Morangos com Açucar, qual Big Brother, qual Bibi.
José Saramago está em todo o lado: Tv, rádio, jornais, revistas. Acredito, piamente, que mais tarde ou mais cedo será convidado de honra no "Cabaret da Coxa" e no programa do Herman.
Gosto de o ler, quer nos seus livros quer em entrevistas.
Acho até bastante interessante a questão do voto em branco.
Pena é que a prática não corresponda à teoria, lamentável o esquecimento dos milhões de mortos do comunismo. Ou Saramago esquece que essas "democracias" não contemplavam a realização de eleições ?
O "...uivemos..." do nosso Nobel não será a versão intelectual do "...só me apetece ganir..." da Venda do Pinheiro ?

Publicado por Killer Sentimental em 11:03 PM | Comentários (0)

UMA QUESTÃO DE LÓGICA

O 6.º da Liga Portuguesa dá 4 a 0 ao 3.º da mesma Liga, o 6.º da Liga Italiana dá 4 a 3 ao 3.º da Liga Portuguesa.
O nosso futebol é muito superior ao italiano.
Logo, o 1.º da Liga Portuguesa vai arrasar o 1.º da Liga Italiana.

Publicado por Killer Sentimental em 10:52 PM | Comentários (1)

CURIOSA SEQUÊNCIA

Portugal e Líbia, a mesma credibilidade das lideranças.
Terceira via, sussuram-me.
E talvez tenham razão.

Publicado por Killer Sentimental em 10:46 PM | Comentários (0)

MUDEMOS DE ASSUNTO

Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos
E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e mal eu gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa

E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que à gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade

Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que enfuna as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo

Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?

(Sérgio Godinho-com Jorge Palma)

Publicado por Killer Sentimental em 05:00 PM | Comentários (0)

março 24, 2004

LIVRA !

Vou mas é deitar-me e espero não ter pesadelos.
Ora vejam: trabalho "a dar com um pau", uma hora no 85 entre a estação de Benfica e as Torres de Lisboa, a vitória do Real Madrid, imposto municipal de imóveis no valor de "72 broas", dia 24 que mais parece 31 em termos de conta D.O., etc., etc., etc. .
O Tony dos Beefs está cá ?

LIVRA , QUE DIA !

Publicado por Killer Sentimental em 10:49 PM | Comentários (0)

março 23, 2004

ERA NÃO ERA DO TAMANHO DE UM PARDAL

Era não era
Foi deixado ao abandono
Num dia quente de Outono
No meio de um meloal
Era não era
Sei lá se era ou não era
Só sei que os lados da esfera
Cortam mais do que um punhal

São mais ou menos
Cento e vinte e quatro lados
Redondinhos, afiados
Do tamanho de um pardal
Mas sem as penas
Nem as partes comestíveis
Nem a caixa dos fusíveis
Nem a corda do estendal

Era não era
Palmilhei o mar profundo
Sem parar um só segundo
Para apanhar estrelas do céu
No meio das nuvens
Nadei eu entre os rochedos
Cheio de frio e de medos
Ao sabor do macaréu

Os macaréus
São umas ondas muito altas
Da família das pernaltas
E maiores do que um pardal
Mas sem as penas
Nem as partes comestíveis
Nem a caixa dos fusíveis
Nem a corda do estendal

Era não era
Diz o nabo para o repolho
Tu não me franzas o olho
Que eu de ti não tenho medo
Era não era
Diz a ameixa para a cenoura
Vou para Paredes de Coura
Vou partir de manhã cedo

Uma linda terra
Do concelho de Alcobaça
Só conhece quem lá passa
Junto à tasca do pardal
Mas sem as penas
Nem as partes comestíveis
Nem a caixa dos fusíveis
Nem a corda do estendal

(Letra e música: Carlos Guerreiro V-Intérprete: Gaiteiros de Lisboa)

Publicado por Killer Sentimental em 11:03 PM | Comentários (1)

ALI HOUVE NOME PORTUGAL

Parabéns, Teixeira Pinto, boa aposta no bicho !
Parabéns, FCP !

«...Ó Pátria lusa, ó minha musa, o meu sangue é português...».

Publicado por Killer Sentimental em 10:27 PM | Comentários (1)

março 22, 2004

O ALINHAMENTO DO CHERNE

Segundo o Cherne Primeiro, há que condenar o terrorismo e os ataques aos palestinianos.
Posso concluir que tais ataques não são terrorismo ?

Publicado por Killer Sentimental em 10:20 PM | Comentários (2)

O ACESSÓRIO

O “Público” de ontem é arrasador.
Duzentos mil portugueses a passarem fome, devia encher-nos de vergonha.
Face a isto, tudo o resto (Governo, oposição, Sporting, Cuba, etc., etc., etc.) é acessório.

Publicado por Killer Sentimental em 05:11 PM | Comentários (0)

VIVA O 22 DE MARÇO !

Dia feliz, dia imensamente feliz.
Um dia em que morre um grande filho da puta é sempre um dia feliz.

Publicado por Killer Sentimental em 03:40 PM | Comentários (3)

março 21, 2004

UM DIA DE DOMINGO

Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento

Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
E voltar num sonho lindo

Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo

Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração

(Michael Sullivan e Paulo Massadas-cantam Gal Costa e Tim Maia)

Publicado por Killer Sentimental em 07:32 PM | Comentários (0)

VIVA O SPORTING !

Hoje e sempre. Após uma série de mentiras, o regresso à normalidade. Com os recursos humanos disponíveis, treinador e jogadores, a (im)provável conquista do segundo lugar, será um feito quase comparável ao título de 2000. Faço votos para que o "arrumador de automóveis", chamam-lhe Presidente, esclareça de uma vez por todas, que a face visível do sistema dá pelo nome de Fernando Santos.

SPOOOOOOOOOOOOOOOOOORTING !

Publicado por Killer Sentimental em 01:06 AM | Comentários (4)

março 20, 2004

KALMEX !

Basta de terrorismo.

Com as vozes de Norah Jones, Carla Bruni e Maria Rita.

Ah, e da fenomenal Joss Stone.

Publicado por Killer Sentimental em 12:01 AM | Comentários (0)

março 19, 2004

NOBEL DA PAZ ?

Talvez. Ou, seguramente, novo Papa.

Só a ânsia de poder explica o dialogo que Mário Soares defende.

Para terrorista, terrorista e meio.

CHUMBADA NELES, PÁ !

Publicado por Killer Sentimental em 11:57 PM | Comentários (1)

ASSIM, AMIGO, ESTALA O VERNIZ

Eis quando, inesperadamente, dou com isto:

«...Mais alguns blogs a realçar, quer novos, quer menos recentes:
SINTRA GARE : Do meu amigo Pedro, paulatinamente tem vindo a ganhar um espaço. Podem contar com opiniões apaixonadas, apesar de às vezes um pouco esquerdistas demais, para o meu gosto!...»

Meu caro amigo,

Completamente "babado" com o elogio, por seres meu amigo e o artesão (tudo pegado) de um dos meus blogs favoritos, juntamente com o Bota e a Oficina, se a frase não se prolongasse para além de "...apaixonadas...".
A partir daí, é só fantasia, puro delírio intelectual.

Não te faço nenhum favor se afirmar que o partido em que conheço mais gente séria e honesta é o PND. Dois militantes, tu e o Jorge Afonso. Mas também não exagero se disser que, em minha opinião, "são mais do mesmo", o PND, é claro. Trata-se de uma opinião perfeitamente natural na medida em que não aprecio nada os pitbull, com excepção de um tal de Petit que, curiosamente, alinha pelo "inimigo".

O respeito que hoje ainda nutro pela Esquerda tem a ver, única e exclusivamente, com o papel histórico que desempenhou na resistência à ditadura fascista.

Não me revejo minimamente no Bloco, muito menos no PCP, tão pouco no PS.

Bandeiras como droga, "paneleiragem" ou aborto, nunca me verás empunhar. Recordar o Tarrafal omitindo o Gulag, culpar Salazar esquecendo Stalin, condenar Pinochet adorando Fidel, não condiz com a minha maneira de ser. "Combates pedófilos" em vez de apresentar alternativas à governação, jamais.

Agora combater e criticar quem está no poder, SEMPRE !

As minhas bandeiras, estimado João, serão sempre duas: da liberdade e do Sporting.

Sempre e apaixonadamente DO CONTRA. Muito raramente do a favor.

Afinal sou um tipo normal e nada original. "Nuestros hermanos" também o foram, de uma forma igualmente apaixonada, no passado domingo.

Com um grande abraço de amizade

Publicado por Killer Sentimental em 11:38 PM | Comentários (2)

«...NÃO ME MATEM...

...NÃO ME ESQUEÇAM...»

Depois de ler as tuas descrições do norte de Portugal, tenho a certeza de que iremos aí, nem que seja um fim-de-semana, em busca do nosso quarto de dose. Muito belo, interessante e comovedor o que me contas de [Fernando] Pessoa. Sempre que puderes, fala-me dele. Tive, há muito tempo, uma colecção dos seus poemas, com quase todos os seus heterónimos, mas perdi-a num naufrágio matrimonial».
Este é um fragmento de uma carta escrita, no passado dia 15 de Janeiro, pelo poeta e jornalista Raúl Rivero e que me foi enviada da prisão de Canaleta, na província de Camaguey, a mais de 500 quilómetros de distância da sua residência, em Havana. Ali, o regime de Fidel Castro quis sepultá-lo em vida, com uma condenação de 20 anos de prisão.
Desde então, Raúl Rivero tem-se dedicado a ler muito e a escrever poemas de amor. Mas quatro desses poemas não puderam sair da cadeia porque as autoridades cubanas consideraram que eles não eram publicáveis.
Interrogo-me se algum deles será o que me referia na sua carta de 30 de Outubro de 2003: «Terminei há pouco um poema em que apareces tu, o magro Díaz [Jesús Díaz, cineasta e escritor já falecido, com vários livros editados em Portugal] e Pablito [filho de Jesús Díaz e actual director do diário independente «Cubaencuentro»] e eu. Tomamos uma garrafa de vinho num bar, por onde passa Pessoa com a sua pasta escura de burocrata».
O estado de saúde do poeta e jornalista Raúl Rivero, preso em condições infra-humanas, suscita preocupações.
Na sua carta de 11 de Novembro passado, confirmava-me que tinha sofrido dois ataques de nevrose, devido, evidentemente, à má alimentação e à falta de proteínas.
A esposa, Blanca Reyes, já advertiu os amigos de que já não poderão chamar-lhe O gordo Rivero, porque Raúl já perdeu perto de 30 quilos de peso. «Envelheceu muito, mas animicamente está muito bem», informava Blanca, em finais de Janeiro.
Mas, depois, tive notícias de que tinha estado algumas semanas internado num hospital, ou na enfermaria da prisão, e perdeu-se o ritmo das suas cartas, que iam chegando a Lisboa, à média de uma ou duas por mês.
Muito poucos dias antes de ser detido, Raúl Rivero tinha estado na minha casa em Havana e onde, ainda hoje, reside a minha mãe, «aquela senhora que me deu café e alegria» (carta de 30 de Outubro).
A mãe do poeta, que completou 84 anos em Dezembro, languesce e morre lentamente num cadeirão. Sozinha, fechada num quarto. O único irmão de Raúl, Humberto, vive em Toronto, no Canadá.
As sanções do regime de Fidel contra os dissidentes alargam-se sempre à família. Não lhe permitem visitar a mãe, assim como não permitem a Blanca Reyes que visite o filho que reside nos Estados Unidos.
Em declarações ao diário espanhol El País, a esposa do poeta resumia a situação numa frase: «Raúl Rivero está numa prisão pequena, e eu numa grande».
Em tempos, durante uma busca da polícia política a casa de Raúl Rivero, um dos agentes virou-se para a mãe e advertiu-a: «um dia destes, vamos voltar para o levar preso e a senhora não voltará a vê-lo porque vamos levá-lo para uma prisão longínqua».
Cumpriram a ameaça no dia 20 de Março do ano passado.
Desde que, a 16 de Fevereiro de 1999, foi aprovada a Lei 88, de Protecção da Independência Nacional e da Economia de Cuba - mais conhecida como a Lei Mordaça - que o poeta e jornalista, fundador, em 1995, da agência de notícias independente Cuba Press, sabia que podia ser preso e condenado.
A qualquer momento.
Por isso escreveu: «a letra da lei sobre a protecção da independência nacional e economia de Cuba permite às autoridades do meu país condenar-me pelo único acto soberano que realizei desde que tenho o uso da razão - escrever sem mandato.
O caminho que iniciei há alguns anos com a ruptura total com os meios de informação e de cultura do governo tem-me transformado num ser humano diferente, alguém que se libertou por sua própria conta, alguém que num ambiente ameaçador e hostil pôde iniciar o caminho para a liberdade individual».
E aí, cumpre 20 anos de cadeia, na sua província natal, o poeta que alimenta o sonho de, um dia, visitar o norte de Portugal e tirar uma fotografia junto à estátua de Fernando Pessoa, no Chiado.
Dos seus livros, nenhum está publicado em Portugal. Numa das minhas cartas, disse-lhe que iria tentar que a sua obra fosse conhecida dos portugueses.
Respondeu-me na sua missiva de 15 de Janeiro: «gostaria muito que se concretizasse a ideia de publicar nesse idioma delicioso que é o português. Faz um esforço junto dos teus amigos aí».
Até agora, em vão.
Numa das visitas que Blanca Reyes lhe fez, a polícia política permitiu que Raúl Rivero observasse, durante cinco minutos, os seus livros, publicados em diferentes partes do mundo.

Na altura, pediu à mulher: «Diz a todas as pessoas que não me matem, que não se esqueçam de mim».

Vem tudo no "Diário de Notícias" .

VIVA CUBA LIVRE !

Publicado por Killer Sentimental em 03:26 PM | Comentários (0)

março 18, 2004

RAFAEL

Rafael. Resistente, antifascista, antisalazarista. Um exilado.
No seu pensamento um ideal de liberdade, uma Pátria livre.
Portugal.
Em 2004, Rafael está velho e sem forças ? Talvez.
Mas continua a ser um resistente.

Em 2004, há outro Rafael. Nasceu em Havana e sonha com o regresso à Pátria.
Livre, de uma vez por todas, do regime de terror de Castro.

Rafael em nós e nós em Rafael.

VIVA CUBA LIVRE !

Publicado por Killer Sentimental em 10:41 PM | Comentários (1)

SEMOS DIFERENTES

Después de limpiar de escoria la fachada
del confort del ciudadano,
apatrullando una calle desconchada
por fumanchús y otomanos.
"Pa' luego es tarde, ábrete una temporada",
me sopló un ciego vidente.
Y me empadroné en Marbella
en una suite de una estrella
con mi palillo de dientes,
Vacilando de costao
donde corta el bacalao,
la jet set del delincuente.

Donde los jeques
blanquean los cheques
del petrodólar
y marean a don Quijote
con un lingote
de Pepsi-Cola.

Sin kagebés, en la CIA
sobran espías
y por consiguientes
James Bond se ve obsoleto,
ningún servicio secreto
contrata agentes como Torrente.

En Estrocolmo y en Canadá
en Cannes y en Bogotá,
si pides tapa en un bar
te llaman demente.

En Malasañas y en Washington,
en San Remos y en Hong Kong,
mi Aleti, mi España y yo
semos diferentes.

Me beneficiaba a todas y ninguna
se quejó de malos tratos.
La Interpol y los niñatos de la tuna
me ilustraban los zapatos.

Si a ratos me puso cuernos la fortuna,
fue de forma fraudulenta.
La patria es una fulana,
menos mi madre y mi hermana,
no hay coño que no esté en venta.

Me cago en los detectives
americanos que viven
en Jollivú de las rentas.

Donde los reyes más goldwin meyers
de la baraja
chulean a Mortadelo con crecepelo
de las rebajas.
El niño de Scotland Yard
torea regular
y por consiguientes
Sherlock Holmes se acompleja,
para cortar las orejas
hay que tenerlos como Torrente.

En Acrapulcos y en Estoril,
en Marrakech y en Dublín
hay más estrés que en Madrid
y menos ambiente.

En Montecarlo, en Honolulú,
en Yacarta y en Moscú,
les falta un Puerto Banús
(semos diferentes).

Lo dice Torrente,
que es un servidor,
que a las Mata Haris
les hace un afoto,
les vende un amoto,
les birla el reloj.
Pregúntale al Fari
y al Tony Leblanc,
que son namber uanes
de los club de fanes
en plan virtual.
Porque me lo monto
sin poner el cazo,
me llaman el brazo
tonto de la ley.
Dos y dos son cinco, (te la jinco)
menos una, seis (quéeeee?)
y tós los diyéis (di...quei?)
del mundo mundial (venga ya!)
me dicen Chapeau (pourquoi?)
porque ya lo veis, (y tal y tal...)
sigo siendo el rey (demostración!)
sigo siendo el rey... (y tal y tal...)

(Letra y Música: Joaquín Sabina)

Publicado por Killer Sentimental em 05:19 PM | Comentários (0)

março 17, 2004

GRANDE QUALIDADE – ISLÂNDIA VS. CANADÁ

Obrigado, D. Jorge Afonso.

“Gling-Gló” por Björk Guomundsdóttir & trió Guomundar Ingólfssonar é simplesmente fabuloso.

A grande música, desta vez, vem da Islândia. Também hoje, e do Canadá, já ouvi um “monstro sagrado”: Neil Young em “Unplugged”.

Abençoadas tarefas que permitem ao mesmo tempo, com auscultadores, ouvir a “minha” música.

Publicado por Killer Sentimental em 04:04 PM | Comentários (0)

março 16, 2004

JOGO SUJO

A legislação laboral, os impostos, o aborto, a televisão pública, o comnbate aos fogos, o sector energético, etc., etc., etc, são temas mais que suficientes para a oposição apresentar alternativas.
Aproveitar os atentados de Madrid para atacar o Governo, é baixa política. Jogo sujo.
O combate ao terrorismo deveria unir o País e não constituir assunto para querelas partidárias; a esquerda para ser alternativa credível e que vá ao encontro das necessidades dos cidadãos deve dar o exemplo.
Caso contrário, assuma-se.
Como aliada, ainda que envergonhada, do terrorismo.

Publicado por Killer Sentimental em 10:40 PM | Comentários (0)

O POVO É QUEM MAIS ORDENA

O meu amigo João refere no post “E não os mandaste estagiar?” o inefável Bernardino.
Pura perda de tempo, compañero.
O único Bernardino que arrastou multidões foi um ciclista. Com efeito, há trinta anos atrás, Firmino Bernardino, primeiro no Sporting e depois no Benfica, foi um autêntico “rei das estradas”.

Publicado por Killer Sentimental em 03:20 PM | Comentários (0)

março 15, 2004

VOTAR CONTRA

Ser do contra é, na minha modesta opinião, um prazer antigo que gosto de manter e cultivar. Faz-nos, faz-me sentir, de certa forma, que não sou mais um "Manel vai com os outros". Face ao cada vez maior descontentamento que os programas partidários oferecem ao eleitorado, o "...votar em..." transformou-se no "...votar contra alguém...". Não condeno o acto como uma manifestação de menor lucidez e inteligência. Pelo contrário, as massas manifestam clara e inequivocamente a sua vontade de não "...alinhar com...".

Ontem em Espanha, amanhã nos States e, estou certo, uns tempos depois em Portugal.

Nenhuma proposta nos seduz suficiente para aderirmos sem reservas.

Muitas geram de imediato a nossa absoluta divergência.

Para um "não seduzido" o voto contra é o voto útil dos tempos modernos.

Publicado por Killer Sentimental em 11:17 PM | Comentários (0)

DÁ-ME LUME

Chegaste com três vinténs
E o ar de quem não tem
Muito mais a perder
O vinho não era bom
A banda não tinha tom
Mas tu fizeste a noite apetecer
Mandaste a minha solidão embora
Iluminaste o pavilhão da aurora
Com o teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Eu fiquei louco por ti
Logo rejuvenesci
Não podia falhar
Dispondo a meu favor
Da eloquência do amor
Ali mesmo à mão de semear
Mostrei-te a origem do bem e o reverso
Provei-te que o que conta no universo
É esse passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar

Eu tinha o espírito aberto
Às vezes andei perto
Da essência do amor
Porém no meio dos colchões
No meio dos trambolhões
A situação era cada vez pior
Tu despertaste em mim um ser mais leve
E eu sei que essencialmente isso se deve
A esse passo inseguro
E ao paraíso no teu olhar

Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-me
Até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas
Há tanto tempo a acenar

Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse crítico de arte
Havia de declarar-te
Obra-prima à escala mundial
Mas eu não passo dum homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar
Esse teu passo inseguro
E o paraíso no teu olhar

(Jorge Palma)

Publicado por Killer Sentimental em 04:28 PM | Comentários (1)

março 12, 2004

HASTA SIEMPRE, COMPAÑEROS

Um dia, muito provavelmente de uma forma bem menos bárbara, os terroristas morrerão.
A morte de um ou de vários filhos da puta é e será sempre um dia feliz.

HASTA LA VICTORIA.

Publicado por Killer Sentimental em 11:41 PM | Comentários (1)

HOJE SOU ESPANHOL. SOMOS TODOS.

Por gentileza do meu amigo João do fabuloso Fumaças.

NÃO PASSARÃO !

Não desesperes, Mãe!
O último triunfo é interdito
Aos heróis que o não são.
Lembra-te do teu grito:
Não passarão!

Não passarão!
Só mesmo se parasse o coração
Que te bate no peito.
Só mesmo se pudesse haver sentido
Entre o sangue vertido
E o sonho desfeito.

Só mesmo se a raiz bebesse em lodo
De traição e de crime.
Só mesmo se não fosse o mundo todo
Que na tua tragédia se redime.

Não passarão!
Arde a seara, mas dum simples grão
Nasce o trigal de novo.
Morrem filhos e filhas da nação,
Não morre um povo!

Não passarão!
Seja qual for a fúria da agressão,
As forças que te querem jugular
Não poderão passar
Sobre a dor infinita desse não
Que a terra inteira ouviu
E repetiu:
Não passarão!

(Miguel Torga in Poemas Ibéricos, 1965)

Publicado por Killer Sentimental em 04:13 PM | Comentários (0)

março 11, 2004

A MORTE SAIU À RUA

A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome pra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação

(Letra e música: Zeca Afonso)

Publicado por Killer Sentimental em 10:18 PM | Comentários (0)

CRIMINOSOS

No dia em que também me senti espanhol, não é o mais importante saber quem foram os autores.

A morte de inocentes constitui sempre uma tragédia.

Não há justificação nenhuma para um acto deste tipo.

Crime, digo eu. Que, confesso, começo a temer algo de mau para o Euro.

Publicado por Killer Sentimental em 10:10 PM | Comentários (0)

março 10, 2004

É UMA QUESTÃO DE HÁBITO

Um tipo que já aguentou como Presidente Sousa Cintra, Santana Lopes (apesar de me auto-suspender de associado) e Dias da Cunha, não pode aguentar, de novo, o cromo PSL ?

Mas, confesso, teria muito pouco orgulho nisso.

Desse pipi, LIVRE-NOS DEUS, NOSSO SENHOR !

Publicado por Killer Sentimental em 11:36 PM | Comentários (0)

ESTE VÍCIO...

...não me larga. Na última semana, "limpei" três: Resistência de Rosa Aneiros, Rafael de Manuel Alegre e O caso Morel de Ruben Fonseca.

Cada um no seu género, gostei de todos.

Não sei o que irei "atacar" agora: Orwell, Carmen Posadas, Simenon ou Torga?

Bom, independentemente da ordem, "marcharão" todos.

Publicado por Killer Sentimental em 11:30 PM | Comentários (1)

ABRE-LATAS, OLÉ !

Estimado Teixeira Pinto,

A conselho, sábio como quase todos os que o meu amigo João me dá, visitei o seu blog. Fico sem palavras perante a qualidade da sua escrita, mas ao mesmo tempo deliciado.

Deixe que lhe diga que colocar aqui o Sintra Gare nos Superstars é um exagero que nem lhe conto. Isto é só um "desopilanço" de um assalariado dos tempos modernos:um trabalhador por conta de outrem.

Um grande abraço deste que tanto lhe quer

Publicado por Killer Sentimental em 11:20 PM | Comentários (2)

PENSAMENTO

[Refrão:]
Meu pensamento
partiu no vento
podem prendê-lo
matá-lo não

Meu pensamento
quebrou amarras
partiu no vento
deixou guitarras
meu pensamento
por onde passa
estátua de vento
em cada praça

[Refrão]

Foi à onquista
de um novo mundo
foi vagabundo
contrbandista
foi marinheiro
maltês ganhão
foi prisioneiro
mas servo não

[Refrão]

E os reis mandaram
fazer muralhas
tecer as malhas
de negras leis
homens morreram
estátuas ao vento
por ti morreram
meu pensamento

(Letra de Manuel Alegre e música de Adriano Correia de Oliveira e António Portugal)

Publicado por Killer Sentimental em 11:11 PM | Comentários (0)

março 09, 2004

REGISTO...

com evidente (des)agrado que Kumba Ialá se encontra em liberdade e que os facistas já têm um blog.

O Mundo está cada vez mais tolerante.

Publicado por Killer Sentimental em 11:03 PM | Comentários (0)

SERVIÇO PÚBLICO

Sem dúvida nenhuma, o IRS-SOLIDARIEDADE, que o Leonel colocou no seu blog.

Bem haja !

Publicado por Killer Sentimental em 10:19 PM | Comentários (1)

O "HOMEM DO LEME" É UM SORTUDO !

Ontem, no lançamento da sua auto biografia II, o senhor Professor privou com o meu amigo João.

Foi talvez o único momento de que se pode orgulhar, tanta a mediocridade presente.

Publicado por Killer Sentimental em 10:11 PM | Comentários (0)

É A PRONÚNCIA DO NORTE (...em Manchester...)

Há um prenúncio de morte
Lá do fundo de onde eu venho
Os antigos chamam-lhe renho
Novos ricos são má sorte

É a pronúncia do Norte
Os tontos chamam-lhe torpe

Hemisfério fraco outro forte
Meio-dia não sejas triste
A bússula não sei se existe
E o plano talvez aborte

Nem guerra, bairro ou corte
É a pronúncia do Norte

Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
Tolheste os ramos onde pousavam
Da Geada as pérolas as fontes secaram

Corre um rio para o mar
E há um prenúncio de morte

E as teias que vidram nas janelas
esperam um barco pareceido com elas
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar

E é a pronúncia do Norte
Corre um rio para o mar

Publicado por Killer Sentimental em 10:02 PM | Comentários (0)

março 08, 2004

GOSTO MUITO DE...

...todas.

As mulheres da minha vida, familiares ou amigas, sabem-no bem.

Bem hajam por me aturarem.

Publicado por Killer Sentimental em 09:38 PM | Comentários (0)

março 07, 2004

OPORTUNISTA

...e dos grandes. O Cardeal, Joaquim Pina Moura, estará, ao elogiar o Governo, a preparar-se para assumir um de dois lugares: futuro ministro das Finanças ou Presidente da Galp Energia.

O Bloco Central dos interesses no seu melhor.

Ai Portugal Portugal, dar-te conselhos é bem pouco original.

Publicado por Killer Sentimental em 07:29 PM | Comentários (0)

O TEU SORRISO ? SUBLIME !

E o teu ombro ? Amigo.
E a tua alma ? Solidária.
E o teu sentir ? Mulher.

Fica o teu sorriso? Sublime.

Quem assim não pensar, pode desde já dedicar-se ao "Ensaio sobre a cegueira-capítulo segundo".

Feliz aniversário, Ana Bela !

Publicado por Killer Sentimental em 07:25 PM | Comentários (1)

DE VOLTA A CASA

Demitido por Carlos Tavares, está de volta à Galp Energia, Carlos Borrego.

Mas tem que ter ainda mais cuidado.

É que a "revolução" prevista para a Tomás da Fonseca pode transformar o dito num suculento:

ENSOPADO.

Publicado por Killer Sentimental em 07:19 PM | Comentários (0)

SORRISO DE OURO

O sorriso do meu contentamento foi-me oferecido por Enezenaide do Rosário Veracruz Gomes, menina linda de de 24 anos, nascida em S. Tomé e Príncipe.

Atleta do Sporting, parece que só Cipriano Lucas do "Diário de Notícias" o notou, é a nova campeã mundial do Pentatlo, em pista coberta.

No País dos tenebrosos Madail e Ferreira Torres, é bom fixar a beleza deste sorriso de vitória.

Bravo, Naide Gomes !

Publicado por Killer Sentimental em 07:14 PM | Comentários (0)

março 04, 2004

CUMPRIU-SE ABRIL ?

Duvido muito.
A avaliar pela "nata" da sociedade dos nossos dias(gestores, políticos e outros malfeitores), mais valia não terem colocado os cravos nas pontas das armas.
Entupiram-nas. Entupiram-nos.

Publicado por Killer Sentimental em 11:10 PM | Comentários (3)

GESTÃO MODERNA

Por acto de gestão, a Comissão Executiva da Galp Energia decidiu atribuir um prémio extraodinário de 1.500,00 euros a todos os colaboradores, excepto aos abrangidos pelo Acordo Autónomo em vigor na Petrogal. A estes, foi garantido um prémio de produtividade de 1.114,61 euros, que será complementado por um prémio extraordinário de 385,39 euros, perfazendo um total de 1.500,00 euros.

Este reconhecimento do Dr. Mexia prende-se com o facto do Grupo ter atingido em 2003 resultados líquidos considerados históricos; 80% desses resultados "são" Petrogal.

Ou seja, independentemente da produtividade, o prémio será igual para todos.

Assim, os trabalhadores do Grupo poderão ser divididos em produtivos e extraordinários.

Que grande acto, que grande lição de Gestão.

Bem haja, Dr. Mexia !

Publicado por Killer Sentimental em 11:01 PM | Comentários (0)

março 03, 2004

LIRA

Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Mata-me a mim, que sou teu!

Morte que mataste lira
Mata-me a mim que sou teu
Mata-me com os mesmos ferros
Com que a lira morreu

A lira por ser ingrata
Tiranamente morreu
A morte a mim não me mata
Firme e constante sou eu

Veio um pastor lá da serra
À minha porta bateu
Veio me dar por notícia
Que a minha lira morreu

(Adriano Correia de Oliveira-balada açoreana)

Publicado por Killer Sentimental em 10:41 PM | Comentários (0)

março 02, 2004

HAJA JUSTIÇA...

...para o "caso Ferreira Torres".

Pedro Santana Lopes e Fernando Seara aguardam ansiosamente pelo desfecho do processo e da possibilidade de o mesmo vir a constituir jurisprudência.

Assim, saberão quais os limites da sua indignação em Alvalade e na Luz, respectivamente.

Depois da saudosa Carmen Miranda, aí está de novo Marco de Canavezes na ribalta.

Publicado por Killer Sentimental em 09:46 PM | Comentários (0)

março 01, 2004

PARABÉNS, AMIGO !

Sou provavelmente o maior culpado, mas com toda a certeza um agradavelmente culpado.

O meu amigo está há oito meses na blogosfera. Bom amigo, um homem bom.

O Oficina das Ideias é um dos retratos do Vicktor: um ser humano fantástico, uma sensibilidade infinita, um talento que jorra sem parar.

E na quinta, às 12,20 h na Portugália (CCColombo), certo ?

Aquele abraço, meu estimado amigo.

Publicado por Killer Sentimental em 09:36 PM | Comentários (0)

FANTASPORTO

Não, não foi como protagonista ou simples figurante, do filme de terror que o seu Governo vai projectando no País, que ele lá esteve.
Morais Sarmento discursou na cerimónia de encerramento da 24.ª edição do "Fantas" na sua qualidade de ministro da Presidência.

Publicado por Killer Sentimental em 09:27 PM | Comentários (0)

ÁGUAS DE MARÇO

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã

(Tom Jobim/Elis Regina)

Publicado por Killer Sentimental em 02:01 PM | Comentários (1)