O desaparecimento físico de Álvaro Cunhal tem dominado as notícias dos últimos dias.
O que me fica de positivo da sua vida intensa foram a resistência férrea perante o regime salazarista e a sua defesa convicta dos mais desfavorecidos. Não é pouco, não é nada pouco. Muito poucos se poderão orgulhar de uma vida tão desapegada aos valores materiais.
Mas fiquemos por aqui. O seguidismo cego ao tenebroso regime soviético e dos seus satélites assassinos constituem manchas negras que não esqueço nem tão pouco me orgulho. Nunca consegui entender a omissão dos milhares de "ich" e "ov" que tombaram aos esbirros de Estaline. Os mártires não se chamavam só Catarina ou Dias Coelho. É a minha opinião, claro, vale o que vale.
Mas na minha memória prevalecerão sempre as virtudes de resistente e de defensor dos que não tinham voz.
O "camarada dos camaradas" deixou-nos.
ATÉ SEMPRE, ÁLVARO CUNHAL !
Publicado por Killer Sentimental em junho 15, 2005 11:06 PM
Inteiramente de acordo, amigo Pedro. Não há esponja que apague o erro do seguidismo de um sistema eivado de erros. Mas dimensão humana e política como a do camarada Álvaro consegue sobrepor-se a tudo isso. Abraço.
Afixado por: Guida Alves em junho 16, 2005 07:46 PM